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Astronautas da missão Shenzhou-20 enfrentam riscos no espaço

Astronautas da missão Shenzhou-20 permanecem em órbita devido a riscos de detritos espaciais, aguardando retorno seguro.

Redação ChicoSabeTudo
12 de novembro, 2025 · 18:01 2 min de leitura
Representação artística de um astronauta olhando para a Terra a partir da cúpula da uma estação espacial fictícia. Crédito: Imagem gerada por IA/Gemini
Representação artística de um astronauta olhando para a Terra a partir da cúpula da uma estação espacial fictícia. Crédito: Imagem gerada por IA/Gemini

Três astronautas chineses, Chen Dong, Chen Zhongrui e Wang Jie, da missão Shenzhou-20, encontram-se em órbita há mais de seis meses. A cápsula que deveria trazê-los de volta à Terra na última quarta-feira (5) teve seu pouso cancelado pela Agência Espacial Tripulada da China (CMSA), após suspeitas de impacto por detritos espaciais, tornando a viagem arriscada.

Na terça-feira (11), a CMSA divulgou um comunicado sobre a situação da tripulação, afirmando que as medidas de emergência foram acionadas e que a segurança dos astronautas é a prioridade. A ausência de previsão para o retorno dos taikonautas destaca a necessidade de um sistema internacional de resgate espacial.

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Casos Históricos de Astronautas “Presos” no Espaço

Historicamente, diversas missões já enfrentaram a necessidade de prolongar a permanência de seus tripulantes no espaço. Um exemplo recente é a situação dos astronautas Sunita Williams e Barry Wilmore, que participaram da primeira missão tripulada da cápsula Boeing Starliner em junho de 2024. O retorno deles à Estação Espacial Internacional (ISS) foi adiado por quase nove meses devido a falhas técnicas, obrigando a dupla a esperar pela solução do problema em órbita.

Outro caso notável ocorreu em setembro de 2022, quando o astronauta Frank Rubio, da NASA, e os cosmonautas russos Sergei Prokopyev e Dmitry Petelin enfrentaram um vazamento no sistema de refrigeração da cápsula Soyuz MS-22. A missão projetada para 180 dias se estendeu por mais de um ano, resultando em um total de 371 dias no espaço, um recorde para Rubio.

A astronauta Peggy Whitson também vivenciou uma prorrogação em sua estadia. Em sua terceira missão em novembro de 2016, Whitson teve sua permanência estendida para 289 dias quando a Roscosmos decidiu reduzir o número de cosmonautas na ISS. Esta decisão resultou em um novo recorde feminino de tempo contínuo no espaço na época.

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Casos como os de Sergei Krikalev, que ficou 312 dias a bordo da estação Mir após o colapso da União Soviética em 1991, e de Valeri Polyakov, que estabeleceu um recorde mundial com 437 dias consecutivos em órbita em 1994, evidenciam a complexidade e os riscos envolvidos nas missões de longa duração no espaço.

O cenário atual dos três taikonautas da missão Shenzhou-20 evidencia não apenas os desafios enfrentados em situações críticas, mas também a importância de um plano de contingência robusto no contexto das viagens espaciais.

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