Um estudo publicado no dia 30 de outubro na revista Nature revelou novas evidências sobre a origem da água nos planetas. Pesquisadores conduziram experimentos em condições de alta pressão e temperatura para simular os primeiros momentos de um planeta em formação. Os resultados indicam que a água pode se formar internamente, sem depender de transportes externos como cometas e asteroides.
Os cientistas em questão recriaram um ambiente extremo, onde rocha derretida interage com gás hidrogênio, demonstrando que mesmo em estágios iniciais, a água líquida pode surgir de reações químicas naturais dentro do planeta. Anat Shahar, um dos líderes da pesquisa da Carnegie Institution for Science, em Washington, D.C., declarou que a descoberta representa um avanço significativo na compreensão da formação de mundos capazes de sustentar vida.
A pesquisa focou em planetas sub-Netunos, que embora não existam no sistema solar, são considerados comuns na Via Láctea. Os pesquisadores construíram uma versão em miniatura de um sub-Netuno usando um dispositivo chamado célula de bigorna de diamante, pressionando amostras de rocha fundida a quase 600 mil vezes a pressão atmosférica da Terra e aquecendo-as a temperaturas superiores a 4.000º C. Esse cenário em laboratório simulou as condições encontradas nas profundezas de planetas em formação.
O experimento indicou que a interação entre hidrogênio e óxidos de ferro presentes na rocha derretida pode dar origem à água, desafiando a ideia de que ela precisaria ser trazida por fatores externos. Os resultados sugerem que a formação de água pode ser um processo comum e intrínseco à evolução planetária.
Avanços adicionais em investigações semelhantes poderão oferecer mais insights sobre a composição de exoplanetas e a potencial habitabilidade de mundos distantes, ampliando as perspectivas sobre a busca por vida fora do Sistema Solar.






