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Saúde

Salvador reforça combate ao Aedes aegypti com foco em 5 bairros

Prefeitura amplia inspeções e mutirões após levantamento apontar áreas com mais focos do mosquito da dengue

Redação ChicoSabeTudo
12 de agosto, 2026 · 17:35 2 min de leitura
Agente de saúde inspeciona quintal em busca de focos do mosquito Aedes aegypti em Salvador
Agente de saúde inspeciona quintal em busca de focos do mosquito Aedes aegypti em Salvador

A Prefeitura de Salvador anunciou, nesta terça-feira (11/08), o reforço das ações contra a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A medida ocorre depois que a capital baiana apareceu como a cidade em situação mais grave entre as capitais nordestinas na transmissão de arboviroses, segundo boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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De acordo com a gestão municipal, cerca de 80% dos focos do mosquito são encontrados dentro das próprias residências, o que reforça a necessidade de colaboração da população no combate ao vetor.

Um levantamento da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), o 2º LIRAa, feito entre os dias 4 e 8 de maio, identificou cinco regiões com maior concentração de criadouros: Itapagipe, São Caetano/Valéria, Subúrbio Ferroviário, Cabula/Beirú e Pau da Lima. Nesses locais, os focos apareceram principalmente em vasos de plantas, pratos, pingadeiras e frascos, além de recipientes como baldes, tambores e tonéis mantidos ao nível do solo.

A diretora da SMS, Andrea Salvador, afirmou que o inverno é um período de maior atenção porque coincide com o auge da estação chuvosa na cidade. Segundo ela, as equipes de saúde mantêm rotina de inspeções domiciliares nos 12 Distritos Sanitários de Salvador, eliminando criadouros, aplicando larvicida e realizando bloqueio de transmissão em áreas com registro de surtos.

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A gestão também monitora continuamente o Índice de Infestação Predial por meio do Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti e promove campanhas educativas. Nos bairros classificados como de maior risco, a Prefeitura organiza mutirões de limpeza urbana em parceria com a Limpurb.

Entre as orientações à população, a Prefeitura pede que moradores fiquem atentos a qualquer objeto capaz de reter água parada e o descartem ou virem de ponta-cabeça, além de vedar bem as caixas d'água e manter calhas e ralos desobstruídos. A gestão também recomenda o descarte correto de materiais inservíveis e pede que os moradores permitam o acesso dos Agentes de Combate às Endemias às residências.

A dengue é historicamente a arbovirose com maior número de casos em Salvador, mantendo circulação endêmica com picos ao longo do ano, seguida por chikungunya e zika. Sintomas como temperatura corporal elevada, dor muscular generalizada, vermelhidão na pele ou incômodo forte nas juntas devem levar a pessoa a buscar atendimento em uma unidade de saúde.

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Moradores que identificarem terrenos abandonados ou imóveis desocupados com acúmulo de água podem acionar as equipes de Combate às Endemias pela Central Fala Salvador, no telefone 156, para que o local seja inspecionado.

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