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Ozempic e Mounjaro aumentam sobrevivência de pacientes com câncer

Pesquisadores constataram que medicamentos como Ozempic e Mounjaro podem reduzir a mortalidade em pacientes com câncer de cólon em mais de 50%.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
26 de novembro, 2025 · 14:23 2 min de leitura
Imagem: oleschwander/Shutterstock
Imagem: oleschwander/Shutterstock

Um estudo recente realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego sugere que medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro podem aumentar a sobrevivência de pacientes diagnosticados com câncer de cólon. A pesquisa, publicada no começo de novembro de 2025, analisou mais de 6,8 mil indivíduos e revelou que o uso desses medicamentos, que são conhecidos pelo tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, está associado a uma redução de mais de 50% no risco de morte em um período de cinco anos.

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De acordo com os dados, a mortalidade em cinco anos entre os pacientes que usaram os agonistas do receptor GLP-1 foi de 15,5%, em comparação a 37,1%% no grupo que não fez uso dessas medicações. Mesmo após considerar fatores como idade, Índice de Massa Corpórea (IMC), gravidade do tumor e outras condições, a diferença se mostrou significativa. A pesquisa destaca que a probabilidade de mortalidade em cinco anos foi 62% menor entre aqueles que utilizaram medicamentos da classe GLP-1.

Entretanto, o benefício observado não foi universal. Para os pacientes com IMC normal, abaixo de 25, a utilização desses medicamentos não teve efeito na taxa de sobrevivência. Em contraste, o impacto positivo se mostrou mais pronunciado entre indivíduos com obesidade severa. Além de melhorar a taxa de sobrevivência, os usuários dos agonistas do receptor GLP-1 também apresentaram menor risco de infarto e menos indicadores de câncer avançado, como sepse.

O trabalho, realizado por Raphael Cuomo, Ph.D. e professor associado do Departamento de Anestesiologia da Faculdade de Medicina da UC San Diego, sugere que os efeitos dos medicamentos podem ir além da simples regulação do açúcar no sangue e controle de peso. Os pesquisadores acreditam que os GLP-1 RAs podem influenciar a biologia tumoral, modulando a inflamação e afetando a fisiologia cardiovascular.

“Os resultados são observacionais e não permitem conclusões definitivas”, afirmou Cuomo.
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A equipe enfatiza a necessidade de conduzir ensaios clínicos randomizados (RCTs) que testem o uso de GLP-1 como terapia complementar para tratamentos relacionados a tumores associados à obesidade, bem como explorar os mecanismos envolvidos e a eficácia em outros tipos de câncer.

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