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Saúde

Nova terapia genética consegue manter pacientes livres do vírus HIV por anos sem remédios

Técnica inovadora que já combate o câncer foi adaptada para atacar o vírus; resultados mostram pacientes em remissão há dois anos.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
12 de maio, 2026 · 01:00 1 min de leitura

Uma técnica revolucionária está trazendo novas esperanças para quem vive com HIV. Pesquisadores da Universidade da Califórnia conseguiram manter o vírus em níveis indetectáveis em pacientes que receberam uma única infusão de células de defesa modificadas em laboratório, permitindo que eles parassem de tomar os remédios diários.

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O procedimento funciona de forma personalizada: os médicos coletam as células de defesa do próprio paciente e as alteram geneticamente para que elas aprendam a reconhecer e destruir o HIV. Após serem cultivadas, essas células são devolvidas ao corpo para combater a infecção de forma natural.

Os resultados mais impressionantes mostram que um dos participantes do estudo já está há dois anos sem precisar de qualquer medicamento antirretroviral, mantendo o vírus sob controle total. Os dados detalhados serão apresentados oficialmente em um congresso médico em Boston, nos Estados Unidos.

O médico Steve Deeks, líder da pesquisa, acredita que esse avanço serve como um roteiro para a tão sonhada cura funcional. A ideia é que o corpo consiga manter o vírus em remissão permanente, eliminando a necessidade de comprimidos ou injeções mensais para o resto da vida.

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Apesar do otimismo, os cientistas alertam que o tratamento ainda não está disponível para a população em geral. A pesquisa está em fase inicial e serviu como uma prova de que a engenharia celular, que já salva vidas no tratamento de leucemias, também funciona contra infecções virais graves.

Atualmente, o HIV é considerado uma condição crônica controlável, mas a busca por uma solução definitiva continua sendo o grande desafio da medicina. Este novo estudo se junta a outros testes promissores que buscam esvaziar os esconderijos onde o vírus fica latente no organismo.

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