Na quinta-feira (11), cerca de 70 militares do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMtz) percorreram diferentes pontos de coleta em Maceió para doar sangue e reforçar os estoques de unidades hemoterápicas da capital alagoana. A principal beneficiada foi a Santa Casa de Maceió, que recebeu parte dessas doações em seu Banco de Sangue.
A mobilização integra a campanha nacional "Ajudar está no nosso sangue", realizada pelo Exército Brasileiro ao longo do ano, incentivando militares, civis e a família verde-oliva à doação voluntária. A ação ganhou peso especial nesta semana por ocorrer às vésperas do Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho — data criada pela Organização Mundial da Saúde em homenagem ao nascimento de Karl Landsteiner, imunologista austríaco que descobriu o fator Rh e identificou diferentes tipos sanguíneos.
Segundo o capitão Ivonaldo, oficial de operações do batalhão, o objetivo da campanha é estimular um gesto simples que salva vidas, com atenção especial a um período que costuma exigir atenção redobrada dos bancos de sangue. De acordo com informações divulgadas pela assessoria da Santa Casa, o militar destacou a importância das doações para pacientes em cirurgias, tratamentos oncológicos e atendimentos de urgência.
Para Cláudia Mello, responsável técnica pelo Banco de Sangue da Santa Casa de Maceió, ações coletivas como essa ajudam a ampliar a conscientização sobre a necessidade de doação regular. Segundo a instituição, o serviço atende grande volume de pacientes do SUS e opera com os mesmos critérios técnicos adotados em hemocentros públicos. "O sangue depende exclusivamente da solidariedade das pessoas", afirmou ela, de acordo com nota divulgada pelo hospital.
O contexto nacional reforça a urgência da iniciativa. Junho é um período do ano em que os hemocentros registram quedas expressivas nos estoques, enquanto as demandas por transfusões costumam aumentar. Apenas 1,4% da população brasileira são doadores de sangue, o que corresponde a cerca de 14 doadores a cada mil habitantes. A OMS recomenda que entre 1% e 3% da população doe regularmente para garantir segurança no abastecimento dos hemocentros.
Além de ajudar pacientes em estado grave, cada bolsa de sangue pode beneficiar mais de uma pessoa, já que o material coletado é separado em diferentes componentes, utilizados conforme a necessidade de cada tratamento. Não existe substituto artificial para o sangue humano, o que torna a participação dos doadores ainda mais importante para o sistema de saúde.
Para quem quiser contribuir, o Banco de Sangue da Santa Casa de Maceió funciona às segundas, quartas e sextas-feiras das 7h às 16h, e às terças e quintas-feiras das 7h às 15h, sem intervalo para almoço. Para doar, é necessário ter entre 18 e 69 anos, pesar ao menos 50 kg, apresentar documento oficial com foto, estar bem alimentado — evitando alimentos gordurosos — e ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior.
Em setembro, a Santa Casa de Maceió completa 175 anos de fundação. Segundo informações divulgadas pela instituição, o hospital reúne unidades como a Santa Casa Farol e a Santa Casa Nossa Senhora da Guia, com serviços que incluem cardiologia clínica, terapia intensiva e o primeiro robô cirúrgico de Alagoas.







