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Saúde

Rede de Multicentros de Saúde de Salvador registra mais de 274 mil atendimentos nos primeiros cinco meses de 2026

Cinco unidades especializadas da capital baiana oferecem dezenas de especialidades médicas e concentram o principal acesso ao cuidado de média complexidade pelo SUS municipal.

Redação ChicoSabeTudo
27 de julho, 2026 · 20:07 3 min de leitura
Fachada de um Multicentro de Saúde de Salvador com pacientes aguardando atendimento
Fachada de um Multicentro de Saúde de Salvador com pacientes aguardando atendimento

A rede de Multicentros de Saúde de Salvador acumulou 274.315 atendimentos entre janeiro e maio de 2026, segundo balanço divulgado pela Prefeitura por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Os cinco equipamentos funcionam como a principal estrutura própria do município para oferta de consultas, exames e procedimentos de média complexidade pelo SUS.

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O Ambulatório Municipal Especializado (AME) Pirajá liderou o volume no período, com 135.224 atendimentos — praticamente metade do total da rede. Na sequência aparecem o Multicentro Carlos Gomes, com 67.154 atendimentos, Amaralina, com 44.184, Vale das Pedrinhas, com 30.905, e Liberdade, com 27.753, segundo informações divulgadas pela SMS.

Os Multicentros de Saúde são unidades ambulatoriais especializadas que oferecem atendimento multiprofissional à população, com consultas médicas em diversas especialidades, realização de exames de apoio diagnóstico e serviços terapêuticos de baixa e média complexidade. As unidades funcionam de segunda a sexta-feira, com horários que vão das 7h às 18h na maioria dos equipamentos, e até as 19h no AME Pirajá.

O Multicentro Carlos Gomes é descrito como o maior, mais antigo e mais procurado centro de especialidades da rede municipal de Salvador, custeado pela Prefeitura e gerenciado pelo ISAC – Instituto Saúde e Cidadania. A unidade concentra mais de 20 especialidades, incluindo cardiologia, neurologia, hematologia, hepatologia, infectologia, gastroenterologia, dermatologia, reumatologia e oftalmologia, além de exames como ecocardiograma, eletroencefalograma, endoscopia e audiometria, conforme informações da SMS.

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Já o AME Pirajá, maior em volume de atendimentos, reúne especialidades como angiologia, cardiologia, endocrinologia, mastologia e oftalmologia, além de ultrassonografias, mamografia, raio-X e sala de curativos. As unidades de Amaralina, Liberdade e Vale das Pedrinhas complementam a cobertura com ortopedia, geriatria, pneumologia, fisioterapia e saúde da mulher, entre outras áreas, segundo a SMS.

Os Multicentros atendem prioritariamente pacientes que passaram por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Saúde da Família (USF) e foram encaminhados para consulta médica especializada, procedimento ou exame. Alguns serviços, no entanto, funcionam por demanda espontânea — como raio-X, eletrocardiograma e coleta laboratorial, disponíveis nos turnos da manhã e da tarde, de acordo com a prefeitura.

A coordenadora da Atenção Especializada da SMS, Flora Oliveira, destacou o papel estratégico dessas unidades na rede municipal. Segundo ela, os Multicentros ampliam o acesso a serviços especializados, reduzem deslocamentos e fortalecem a capacidade do município de oferecer um cuidado mais resolutivo e integrado, complementando o trabalho iniciado na Atenção Primária.

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A rede deve crescer em breve. O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Alves, anunciou que uma nova unidade em construção na Avenida 29 de Março, erguida em parceria com o governo federal, se somará à rede existente — tornando-se o sexto Multicentro gerido pelo município. A estrutura terá capacidade para mais de 40 mil atendimentos por mês.

O desempenho dos Multicentros ocorre em um contexto de pressão crescente sobre os serviços especializados de Salvador. Segundo análises recentes, a baixa cobertura da atenção básica na capital contribui para o aumento da procura por serviços de média e alta complexidade, com pacientes que poderiam ser acompanhados em unidades básicas acabando por buscar diretamente hospitais e policlínicas. O fortalecimento dos Multicentros surge, portanto, como uma das respostas municipais a esse desequilíbrio.

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