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Melatonina aumenta risco de insuficiência cardíaca em uso prolongado

Estudo revela que o uso prolongado de melatonina pode estar associado a um aumento significativo no risco de insuficiência cardíaca.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
22 de novembro, 2025 · 06:27 2 min de leitura
A menor exposição à luz solar e a queda de temperatura estimulam a produção de melatonina/Shutterstock_Troyan
A menor exposição à luz solar e a queda de temperatura estimulam a produção de melatonina/Shutterstock_Troyan

A melatonina, substância que ganhou popularidade no Brasil após ser liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em outubro de 2021, agora enfrenta novos questionamentos sobre sua segurança cardíaca. Recentemente, um estudo apresentado em novembro de 2025 durante as Sessões Científicas da American Heart Association (AHA) levantou suspeitas sobre seu uso prolongado, associando-o a um risco aumentado de insuficiência cardíaca.

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De acordo com a pesquisa, que analisou dados de mais de 130 mil adultos, aqueles que utilizaram melatonina por mais de 12 meses tiveram uma probabilidade 90% maior de desenvolver insuficiência cardíaca em comparação às pessoas que não faziam uso do suplemento. Além disso, a taxa de hospitalização por problemas relacionados ao coração foi 3,5 vezes maior entre os frequentadores do suplemento.

Embora os números sejam alarmantes, especialistas ressaltam a importância de considerar a natureza do estudo, que é observacional e, portanto, não prova uma relação direta de causa e efeito. A hipótese é que as pessoas que recorrem à melatonina frequentemente sofrem de insônia crônica, que é um fator de risco já estabelecido para doenças do coração.

É importante destacar que o consumo de melatonina no Brasil, autorizado em doses de até 0,21 mg, é muito inferior às dosagens de 3 mg, 5 mg ou até 10 mg frequentemente utilizadas em outros mercados, como o norte-americano. Isso significa que as conclusões do estudo devem ser vistas com cautela especialmente entre os brasileiros que utilizam doses recomendadas. As pessoas com condições cardíacas preexistentes ou que utilizam medicamentos para pressão arterial devem tomar precauções adicionais.

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Embora o estudo ainda precise passar por revisões e publicações mais robustas, a comunidade médica recomenda que aqueles que usam melatonina devam fazê-lo com criteriosa supervisão e em situações que realmente demandem seu uso, reforçando que a melatonina não deve ser vista como um “remédio” comum, mas sim como um suplemento que deve ser administrado com responsabilidade.

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