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Saúde

Incontinência urinária: sexóloga explica como recuperar a confiança

Carmita Abdo diz que tratar o escape de urina é essencial para retomar a vida sexual sem medo

Redação ChicoSabeTudo
09 de agosto, 2026 · 08:30 2 min de leitura
Mulher pensativa representando impacto emocional da incontinência urinária na vida sexual
Mulher pensativa representando impacto emocional da incontinência urinária na vida sexual

Ter uma vida sexual tranquila depois dos 40 anos passa, muitas vezes, por vencer o medo de um escape de urina durante o sexo. É o que defende a psiquiatra e sexóloga Carmita Abdo, para quem a insegurança gerada pela incontinência urinária compromete diretamente a relação da mulher com o próprio corpo e com o parceiro.

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Segundo a médica, o receio de perder urina no momento da relação sexual gera constrangimento e trava o ato antes mesmo que ele aconteça. "Uma mulher que tem incontinência urinária, com certeza não está à vontade durante o ato sexual", afirmou Abdo.

Ela explica que a explicação sobre a origem do problema nem sempre é suficiente para destravar a situação. Mesmo quando a mulher justifica o episódio como uma questão de saúde, o momento acaba ficando desconfortável — e a relação, muitas vezes, é interrompida.

Para a especialista, a aceitação do parceiro também não resolve o problema sozinha. Segundo ela, quando a parceria aceita a condição, isso significa apenas que o casal está se acomodando numa situação que ainda precisa de cuidado médico.

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Abdo defende que o caminho é o diagnóstico precoce. Assim que os primeiros episódios de perda urinária aparecem, a orientação é procurar um médico, já que o tratamento costuma trazer resultados melhores quanto mais cedo é iniciado. Ela também recomenda que o parceiro seja informado sobre o início do tratamento, para entender que o problema está sendo resolvido aos poucos.

A fala da sexóloga tem respaldo nos números da pesquisa "Escape do Tabu: retratos da Incontinência Urinária no Brasil", encomendada pela farmacêutica Apsen ao instituto Ipsos. O levantamento ouviu 1.500 mulheres de 40 anos ou mais, das classes A, B e C, em todas as regiões do país, entre 30 de junho e 8 de julho.

De acordo com o estudo, 56% das brasileiras nessa faixa etária convivem com escapes de urina. Entre as mulheres com incontinência urinária mista, 29% relatam aumento de ansiedade, estresse, vergonha ou tristeza por causa da condição.

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Outro levantamento com os mesmos dados da pesquisa mostra que 87% das mulheres com incontinência urinária nunca fizeram qualquer tipo de tratamento para o problema, e que 64% das que têm mais de 50 anos relatam dificuldade até para falar sobre o assunto com médicos. Mais da metade delas, 54%, afirmou nunca ter sido questionada por ginecologistas ou clínicos gerais sobre episódios de perda urinária em consultas de rotina.

Para Abdo, o silêncio em torno do tema reforça a necessidade de criar espaços de acolhimento nos consultórios, para que as mulheres se sintam à vontade para relatar os sintomas sem constrangimento.

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