A fotógrafa Luana Omena viveu momentos de pânico após buscar alívio para dores no pescoço em uma clínica de Salvador. O que era para ser um tratamento de rotina terminou com uma internação de quatro dias, sendo dois deles em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A profissional relatou em suas redes sociais que se submeteu a sessões de liberação miofascial e dry needling, o famoso agulhamento a seco. Logo após sair da clínica, Luana começou a sentir um desconforto que se transformou em dores intensas e dificuldade para respirar.
Mesmo passando mal, a fotógrafa ainda tentou cumprir sua agenda de trabalho em um casamento, mas a persistência de uma tosse e a dor que irradiava das costas até o seio a forçaram a buscar ajuda médica. Por orientação da própria clínica, ela seguiu para a emergência de um hospital.
Após a realização de exames detalhados, como raio-X e angiotomografia, os médicos identificaram um pneumotórax. A condição acontece quando o ar escapa para o espaço entre o pulmão e a parede torácica, podendo causar o colapso do órgão.
O diagnóstico foi fechado como pneumotórax traumático. Os especialistas relacionaram a lesão ao procedimento feito com agulhas anteriormente. Luana precisou de cuidados intensivos para estabilizar o quadro respiratório antes de receber alta.
O dry needling é uma técnica que utiliza agulhas finas para tratar pontos de dor, mas exige extrema precisão do profissional. O caso serve de alerta sobre os riscos de procedimentos invasivos, mesmo quando parecem simples e são realizados para tratar tensões musculares comuns.







