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Saúde

Cientistas descobrem por que vírus ficam 'escondidos' no corpo humano para o resto da vida

Estudo com quase 1 milhão de pessoas revela que genética e hábitos como o fumo determinam carga viral.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
01 de abril, 2026 · 20:24 2 min de leitura

Um estudo internacional liderado pela Harvard Medical School trouxe respostas sobre por que certos vírus conseguem morar no corpo humano sem nunca irem embora. A pesquisa, que analisou o sangue e a saliva de mais de 917 mil pessoas, revelou que a nossa própria genética é quem manda nessa 'hospedagem' permanente.

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Os cientistas identificaram 82 pontos específicos no DNA humano que controlam a quantidade de vírus circulando no organismo. O principal deles é o chamado Complexo de Histocompatibilidade Principal, que funciona como uma espécie de central de comando das nossas defesas naturais, decidindo o que fica sob controle e o que pode causar problemas.

A investigação mostrou que o estilo de vida e o perfil do paciente influenciam diretamente nessa carga viral. Homens, por exemplo, apresentaram níveis de vírus mais altos que as mulheres em todos os testes. Além disso, fumantes pesados chegam a ter o dobro de carga do vírus Epstein-Barr em comparação com quem não fuma.

Outro ponto curioso é a variação conforme as estações do ano e a idade. Enquanto alguns vírus aumentam no inverno, outros preferem o verão. Já o vírus da herpes HHV-7, muito comum em jovens, tende a diminuir conforme a pessoa chega à meia-idade, mostrando que o corpo muda sua forma de lidar com esses invasores ao longo do tempo.

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O estudo também confirmou ligações perigosas: uma carga alta do vírus Epstein-Barr é causa direta para o desenvolvimento do Linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer. No caso da Esclerose Múltipla, o vírus serve como gatilho, mas o que importa não é a quantidade dele, e sim como o sistema imunológico da pessoa reage à sua presença.

A pesquisa ainda destacou que quase todo mundo carrega os chamados anellovírus, presentes em até 90% da população. Eles passam a vida inteira no corpo sem causar sintomas claros, mas a ciência ainda tenta descobrir se eles podem ter algum impacto silencioso na saúde a longo prazo.

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