Um caso que comoveu a comunidade de Nova Rosa da Penha, em Cariacica, no Espírito Santo, aconteceu na tarde do último domingo (14). Maria do Carmo de Oliveira Roriz, de 70 anos, passou mal em casa e morreu. Enquanto tentava socorrê-la, o filho Anderson de Oliveira Roriz, de 36 anos, sofreu um infarto e também não resistiu. Os dois morreram com minutos de diferença.
Quem contou a história foi a filha e irmã das vítimas, Adriana Oliveira Roriz, que estava presente no momento e tentou salvar a mãe com massagem cardíaca e respiração boca a boca antes da chegada do Samu. Ela afirmou que Anderson ficou tão abalado ao ver a situação da mãe que começou a sentir falta de ar e se recusou a sair do quarto. "Ele dizia que não aguentava ver a minha mãe daquele jeito", relatou.
Duas ambulâncias foram acionadas e cerca de dez profissionais atuaram simultaneamente nos atendimentos. Apesar dos esforços, Anderson morreu primeiro. Pouco depois, vieram a informar que Maria do Carmo também havia falecido.
Segundo a certidão de óbito, a idosa morreu em decorrência de edema agudo de pulmão, insuficiência cardíaca congestiva, AVC antigo e aterosclerose. Já Anderson teve como causa da morte infarto agudo do miocárdio e edema agudo de pulmão.
Maria do Carmo era muito querida na comunidade. Coordenadora religiosa, ministra da Eucaristia e voluntária de uma pastoral social, ela ajudava na distribuição de cestas básicas e visitava doentes e idosos. Um dos seus maiores sonhos era ver concluída a capela local — e ela cuidava pessoalmente dos jardins e da conservação do espaço.
Anderson, músico, havia tocado pagode na noite anterior. A irmã o descreveu como um homem tranquilo e gentil, sempre disposto a ajudar. O velório dos dois reuniu tantas pessoas que faltou espaço para estacionar perto da igreja.
"Quando eu vi a quantidade de pessoas que chegou naquela igreja, eu vi o quanto a minha mãe e meu irmão eram amados", disse Adriana.







