Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Saúde

Estudo revela que racismo e estresse aumentam risco de morte para mulheres negras no parto

Pesquisadores da Universidade de Cambridge explicam como o preconceito sistêmico altera o corpo da gestante e causa complicações graves.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
29 de abril, 2026 · 18:48 1 min de leitura

Um levantamento da Universidade de Cambridge, divulgado recentemente na revista Trends in Endocrinology and Metabolism, acendeu um alerta vermelho sobre a saúde de mulheres negras. O estudo comprova que o estresse causado pelo racismo sistêmico e pelas dificuldades financeiras aumenta diretamente o risco de morte durante o parto.

Publicidade

A pesquisa analisou 44 estudos anteriores e identificou que o preconceito sofrido ao longo da vida provoca alterações físicas reais. Entre os problemas detectados estão a inflamação elevada e o estreitamento dos vasos sanguíneos, o que prejudica o fluxo de sangue para a placenta e pode levar a quadros graves de pré-eclâmpsia.

Segundo a pesquisadora Grace Amedor, autora principal do trabalho, a gravidez já é um período de grande esforço para o organismo. Quando se soma a isso o peso do racismo e das desigualdades sociais, o corpo da mulher negra acaba sobrecarregado, tornando-a mais vulnerável a complicações que poderiam ser evitadas.

Dados do Reino Unido citados no estudo mostram a gravidade da situação: mulheres negras têm quase três vezes mais chances de morrer no parto do que mulheres brancas. Além do risco de morte, elas também estão mais sujeitas a doenças mentais no período em que dão à luz e logo após o nascimento do bebê.

Publicidade

Para os especialistas envolvidos, não basta apenas melhorar o atendimento médico nos hospitais. É necessário combater as causas profundas, como o preconceito que essas mulheres enfrentam diariamente, para garantir que a gestação ocorra de forma segura e saudável.

Leia também