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Saúde

Equipe de saúde de Abaré passa por treinamento do Projeto Sasakawa contra a hanseníase em Paulo Afonso

Médica, enfermeira e biomédica do município participaram de três dias de atividades teóricas e práticas voltadas ao diagnóstico precoce e combate ao estigma da doença

Redação ChicoSabeTudo
22 de maio, 2026 · 08:46 2 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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A Secretaria Municipal de Saúde de Abaré enviou uma equipe de profissionais para Paulo Afonso nos dias 18, 19 e 20 de maio para participar de uma capacitação do Projeto Sasakawa, iniciativa internacional voltada ao combate à hanseníase. Fizeram parte da delegação uma médica, uma enfermeira e uma biomédica do município, vinculadas à Vigilância Epidemiológica local.

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A capacitação reuniu atividades teóricas e práticas ao longo dos três dias. Segundo informações divulgadas pela Prefeitura de Abaré, o objetivo foi promover atualização profissional, estimular a troca de conhecimentos entre os participantes e fortalecer o atendimento prestado à população do município.

O Projeto Sasakawa é uma iniciativa internacional voltada à eliminação da hanseníase e ao fortalecimento das estratégias de cuidado nos territórios. A Paraíba, por exemplo, passou a integrar em 2026 uma estratégia nacional desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde, a Fundação Nippon e a Sasakawa Health Foundation. O projeto está sendo aplicado em diferentes estados brasileiros e contempla municípios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Um dos principais desafios no combate à hanseníase é o fato de a doença, muitas vezes, se manifestar de forma silenciosa. Geralmente são lesões de pele que não coçam, não doem e não incomodam, mas que causam problemas importantes nos nervos. Muitas vezes, as pessoas são diagnosticadas tardiamente, já com dormências, diminuição de força e até paralisias nas mãos e nos pés.

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A hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae e afeta principalmente a pele, as mucosas e os nervos periféricos. A doença é considerada infectocontagiosa e de evolução crônica, podendo provocar perda de sensibilidade, redução da força muscular e incapacidades físicas permanentes quando não tratada precocemente.

O Brasil é o segundo país com maior número de casos de hanseníase no mundo, atrás apenas da Índia. O país ampliou o número de municípios sem registro de casos novos em menores de 15 anos — principal indicador de interrupção da transmissão da doença. O percentual passou de 73,1% em 2019 para 80,6% em 2024. Mesmo assim, o trabalho de capacitação das equipes locais segue sendo considerado fundamental para avançar nos indicadores.

Para 2026, a Sesab programou ações para ampliar o número de profissionais capacitados para o diagnóstico e manejo clínico da hanseníase nas macrorregiões baianas, incluindo encontros regionalizados com equipes de vigilância epidemiológica e intensificação do monitoramento dos indicadores. A capacitação em Paulo Afonso, da qual Abaré fez parte, insere-se nesse esforço estadual.

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O projeto é financiado por uma fundação japonesa que promove treinamentos sobre hanseníase no Brasil e no mundo, com o objetivo de fortalecer o diagnóstico precoce e garantir o tratamento oportuno. A participação de municípios menores, como Abaré, reforça a estratégia de capilarizar o conhecimento técnico até a atenção básica nas cidades do interior.

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