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Composto químico brasileiro pode ajudar no combate ao Alzheimer

Estudo da UFABC revela novo composto que pode tratar Alzheimer ao degradar placas beta-amiloides, com resultados promissores em testes com ratos.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
09 de novembro, 2025 · 06:50 1 min de leitura
(Imagem: Naeblys/Shutterstock)
(Imagem: Naeblys/Shutterstock)

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um novo composto químico que demonstra potencial no combate ao Alzheimer, doença que afeta cerca de 50 milhões de pessoas no mundo e pode atingir 130 milhões até 2050. A pesquisa, realizada na Universidade Federal do ABC (UFABC), apresenta uma abordagem inovadora ao utilizar um quelante de cobre que degrada as placas beta-amiloides associadas à condição neurodegenerativa.

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As placas beta-amiloides, formadas por fragmentos de peptídeos amiloides, são reconhecidas por causar inflamações e prejudicar a comunicação entre neurônios. O novo composto se liga ao cobre em excesso dessas placas, facilitando sua degradação e minimizando sintomas como perda de memória e dificuldades de aprendizado. Em testes com ratos, foi observada uma reversão no padrão das placas.

O estudo, publicado na revista ACS Chemical Neuroscience, detalha simulações computacionais (in silico), testes em cultura celular (in vitro) e experimentos em animais (in vivo). Desde há aproximadamente dez anos, pesquisas indicam a ligação de íons de cobre à agregação de beta-amiloides, apontando a regulação do cobre como um dos focos viáveis para o tratamento de Alzheimer.

Giselle Cerchiaro, professora da UFABC e coordenadora do estudo, destacou a importância dos compostos desenvolvidos, que se mostraram seguros e eficazes ao não apresentarem sinais de toxicidade. “É uma molécula extremamente simples, segura e eficaz. O custo é baixíssimo em comparação com medicamentos disponíveis”, afirmou. Três das dez moléculas sintetizadas foram selecionadas para testes em ratos, e uma destacada pela eficiência no combate à doença.

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A equipe de pesquisadores agora busca parcerias com empresas farmacêuticas para avançar em ensaios clínicos, o que pode representar um grande avanço em relação às opções de tratamento atuais para o Alzheimer.

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