As mulheres de Branquinha, município da Zona da Mata alagoana, passaram a ter acesso gratuito ao Implanon, um implante contraceptivo subdérmico considerado um dos métodos de planejamento familiar mais eficazes disponíveis atualmente. A iniciativa é da Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Saúde, e integra a expansão do método pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país.
O dispositivo é inserido sob a pele do braço e age de forma contínua por até três anos, liberando hormônio para prevenir a gravidez. O Implanon é um pequeno bastão de plástico com 4 cm de comprimento e 2 mm de diâmetro, que contém 68 mg de etonogestrel, liberado em pequena quantidade continuamente na corrente sanguínea. A eficácia é superior a 99%, segundo dados divulgados pela Secretaria de Saúde do município.
Na rede particular, o implante pode custar de dois a quatro mil reais. A oferta gratuita pelo SUS representa, portanto, um salto de acesso para mulheres de municípios de menor renda, como Branquinha, que tem pouco mais de 9 mil habitantes.
A secretária municipal de Saúde, Nilza Malta, destacou que a medida amplia a autonomia das mulheres no planejamento reprodutivo. Segundo ela, trata-se de um investimento da gestão do prefeito Neno Freitas na qualificação do atendimento prestado à população feminina do município.
A ação local se insere num movimento nacional. A decisão de incorporar o implante contraceptivo ao SUS foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) em julho de 2025. Desde então, o Ministério da Saúde vem realizando a atualização das diretrizes clínicas, a aquisição e distribuição do insumo, além da capacitação de profissionais para inserção e retirada do método nas Unidades Básicas de Saúde.
Para 2026, está prevista a entrega de mais 1,3 milhão de implantes subdérmicos, sendo que 290 mil já foram entregues aos estados. Os treinamentos têm foco em municípios com menos de 50 mil habitantes — o perfil exato de Branquinha.
Segundo o Ministério da Saúde, a medida integra um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento do planejamento sexual e reprodutivo, com potencial impacto também na redução da mortalidade materna. Após o período de três anos, o implante deve ser retirado e, se houver interesse, um novo pode ser inserido imediatamente pelo próprio SUS. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção.
Branquinha já vinha ampliando os serviços de saúde nos últimos meses. O prefeito Neno Freitas, o vice-prefeito Renato Purificação e a secretária Nilza Malta participaram do lançamento do Núcleo de Telessaúde de Alagoas com foco em gestantes de alto risco, com Branquinha integrada à iniciativa junto a mais sete municípios alagoanos.
As mulheres interessadas em receber o implante devem procurar a unidade de saúde mais próxima para orientações sobre os critérios de acesso e avaliação da equipe. O procedimento é realizado por profissionais capacitados e não exige internação.







