O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que seu país vai "administrar" a Venezuela por um tempo, logo depois da prisão de Nicolás Maduro. A afirmação foi feita neste sábado (3) e deixou claro que a intenção é garantir uma transição de poder "adequada, justa e legal", sem que outra pessoa assuma o poder de forma imediata.
De seu clube Mar-a-Lago, na Flórida, nos Estados Unidos, Trump detalhou os planos. Ele explicou que a ideia de governar a Venezuela temporariamente é evitar que a situação do país se repita, como aconteceu em anos anteriores. "Não queremos que outra pessoa assuma o poder e que a situação se repita há muitos anos", disse ele, deixando de fora nomes da oposição venezuelana como María Corina Machado ou Edmundo González Urrutia.
"Portanto, vamos governar o país. Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos, temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela", afirmou o presidente republicano.
Trump não deu um prazo para essa administração interina, mas deixou claro o foco econômico da intervenção. Ele prometeu que grandes empresas petrolíferas norte-americanas vão investir bilhões de dólares para recuperar a infraestrutura do petróleo da Venezuela, que, segundo ele, está em péssimo estado.
Petróleo venezuelano e investimento americano
O presidente dos EUA criticou o governo anterior, dizendo que a indústria do petróleo da Venezuela foi "roubada" das empresas americanas. "Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país", declarou Trump.
Ele reforçou a ideia de que a indústria petrolífera venezuelana foi construída com "talento, empenho e habilidade americanos", mas que o "regime socialista a roubou". Essa declaração sugere uma visão de reparação e controle sobre um setor vital para a economia venezuelana.
A captura de Nicolás Maduro, sobre a qual Trump já havia divulgado imagens, abre um novo capítulo nas relações entre os Estados Unidos e a Venezuela, com o presidente americano indicando uma postura ativa e direta na reorganização política e econômica do país sul-americano.







