A Justiça condenou o ex-participante do Big Brother Brasil, Marcos Harter, ao pagamento de R$ 25 mil após ele fazer postagens e enviar mensagens ofensivas contra uma mulher nas redes sociais. A decisão judicial, que saiu em dezembro, encerra um processo que já durava mais de um ano.
De acordo com a colunista Fábia Oliveira, do jornal Metrópoles, a ação foi movida por Emily da Silva Costa. Durante o julgamento, a juíza analisou nove páginas de mensagens enviadas por Harter, classificando-as como "ofensivas e censuráveis". A decisão destaca que as expressões usadas pelo médico tinham uma "gravidade inquestionável", um agravante à situação, especialmente porque ele chegou a publicar uma foto do filho de Emily durante os ataques virtuais.
O processo revelou que, após um comentário de Emily nas redes sociais, Marcos Harter enviou mensagens privadas para ela, zombando de sua condição financeira. Ele perguntou se ela "passava fome" e fez comentários que envolviam o filho dela, que ainda é uma criança.
Histórico de polêmicas e desdém
Essa não é a primeira vez que Marcos Harter se envolve em polêmicas relacionadas a ataques e desrespeito. Ele foi expulso do BBB 17, reality show da Globo, depois de ser acusado de agredir Emily Araújo, que se tornaria a campeã da edição.
Após a repercussão de um documentário sobre o programa, onde Emily Araújo desabafou sobre a agressão sofrida, Marcos Harter usou suas redes sociais para ironizar a situação. Em vez de reconhecer o ocorrido, ele se esquivou do relato e se vangloriou de sua vida pós-reality. Em um "story" no Instagram, o ex-BBB questionou, de forma debochada, se seria melhor "1º lugar + 1,5 milhão + sair sem profissão aqui fora" ou "ser expulso + sem prêmio em dinheiro, mas com uma profissão aqui fora (profissão: médico cirurgião plástico)".
Em outro vídeo, Harter exibiu um faturamento de mais de R$ 9 milhões com seu trabalho como cirurgião plástico. Ele também fez questão de mostrar suas férias luxuosas e a casa onde vive. "Quem, afinal, ganhou mai$ [dinheiro] com o BBB 17?", provocou ele, continuando a ignorar o incidente de violência.
A condenação atual reforça que, mesmo no ambiente virtual, há limites para a liberdade de expressão, e ofensas e ataques têm consequências legais, especialmente quando atingem a honra e a dignidade de outras pessoas, e até mesmo a imagem de crianças.







