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Política

Venezuela chama ação dos EUA de “agressão militar” e denuncia ataque

Governo da Venezuela envia comunicado à comunidade internacional neste sábado, denunciando ação dos EUA como "agressão militar" e tentativa de controle de recursos.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
03 de janeiro, 2026 · 20:09 2 min de leitura
Foto: Wikipédia/Divulgação
Foto: Wikipédia/Divulgação

O governo da Venezuela enviou um comunicado oficial para a comunidade internacional neste sábado (03), denunciando a postura dos Estados Unidos. As autoridades venezuelanas classificaram a ação como uma "gravíssima agressão militar" contra o seu território e a sua população, perpetrada pelo governo do presidente Donald Trump.

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Na nota, divulgada pela Agência Brasil, a Venezuela alega que o objetivo de Washington seria impor uma "guerra colonial" para conseguir o controle do petróleo e dos minerais venezuelanos. O comunicado sublinha que este tipo de ação é uma violação séria da Carta das Nações Unidas, especificamente dos Artigos 1 e 2, que tratam do respeito à soberania e da proibição do uso da força entre os países.

Para o governo venezuelano, essa agressão coloca em risco a paz e a estabilidade de toda a América Latina e do Caribe, além de ameaçar a vida de milhões de pessoas na região. Eles informaram que áreas civis e militares foram afetadas em Caracas, a capital do país, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

"Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, à igualdade jurídica dos Estados e à proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, concretamente da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas", diz o comunicado.

A diplomacia venezuelana garantiu que levará as denúncias para importantes órgãos internacionais, buscando a condenação da ação dos Estados Unidos e a responsabilização do governo norte-americano. Entre as entidades que serão acionadas estão:

  • O Conselho de Segurança das Nações Unidas;
  • O secretário-geral da ONU, António Guterres;
  • A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac);
  • O Movimento dos Países não Alinhados (MNOAL).
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Em sua declaração, a Venezuela também afirmou que, de acordo com o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, o país se reserva o direito de usar a legítima defesa para proteger seu povo, seu território e sua independência. Além disso, o Governo Bolivariano fez um chamado à população.

"O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativar os planos de mobilização e repudiar este ataque imperialista", diz o texto.

A nota termina reafirmando que o povo e o governo da Venezuela estão firmes na defesa de sua soberania e do direito de decidir o próprio destino, após mais de duzentos anos de independência. Eles declaram que a tentativa de impor uma guerra colonial para destruir a república e forçar uma "mudança de regime", em parceria com o que chamam de "oligarquia fascista", não terá sucesso, assim como tentativas anteriores. O comunicado finaliza com uma citação do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez: "Diante de qualquer circunstância de novas dificuldades, sejam elas quais forem, a resposta de todos e todas as patriotas... é unidade, luta, batalha e vitória".

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