Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

Tesla adia lançamento de robotáxis nos EUA por atrasos regulatórios

Promessa de Elon Musk de robotáxis até 2025 foi adiada por falta de licenças estaduais, exigência de dados de segurança e atrasos na produção do Cybercab.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
31 de outubro, 2025 · 10:59 2 min de leitura
(Imagem: Tesla/Reprodução)
(Imagem: Tesla/Reprodução)

A promessa de Elon Musk de lançar robotáxis da Tesla até o fim de 2025 não se concretizou nos Estados Unidos. O plano foi adiado por atrasos regulatórios e pela falta de documentação necessária para operar veículos totalmente autônomos.

Por que houve atraso?

Publicidade

A montadora tinha um cronograma que previa o início do serviço em oito a dez áreas metropolitanas, mas esse plano não saiu do papel. Autorizações básicas não foram concluídas e os testes na Califórnia seguiram dependendo de motoristas humanos a bordo. Em estados como Arizona e Nevada, pedidos essenciais ficaram incompletos; já na Flórida houve menos resistência, graças a leis locais mais flexíveis.

A licença que a Tesla vinha usando permitia operar apenas veículos “tradicionais”, o que, na prática, manteve condutores na frota. Para rodar sem motorista é preciso uma licença específica — a mesma que a Waymo (da Alphabet) obteve, liberando viagens sem motorista em San Francisco e Los Angeles. A Tesla, porém, não havia solicitado esse tipo de autorização e vinha evitando divulgar os dados de segurança e desempenho exigidos pelas autoridades.

Como resumiu o Electrek: “Há anos dizemos que a tecnologia é apenas metade da batalha; está longe de ser resolvida. A outra metade é a enorme e árdua tarefa regulatória, estado por estado e até mesmo cidade por cidade.”

O que a Tesla usou enquanto isso

Publicidade

Enquanto aguardava aprovações, a empresa continuou com versões adaptadas do Model Y como plataforma provisória. O veículo originalmente pensado para o serviço, o Cybercab — sem volante e com apenas dois lugares — estava previsto para entrar em produção no segundo trimestre de 2026. A montadora admitiu que poderia incluir um volante no projeto para tentar acelerar liberações regulatórias, ou seja, ajustar o produto para atender exigências e liberar o serviço mais rapidamente.

Relatórios também mostraram que a taxa de acidentes dos robotáxis da Tesla foi maior que a da Waymo, mesmo com motoristas a bordo, o que levantou dúvidas sobre a maturidade da tecnologia empregada.

Principais obstáculos

  • Falta de licenças estaduais para operar sem motorista;
  • Exigência de divulgação de dados de segurança;
  • Dependência de motoristas humanos nos testes;
  • Atrasos na produção do veículo dedicado, o Cybercab;
  • Resistência regulatória em estados-chave.

No curto prazo, a Tesla precisa avançar nos processos de autorização e na transparência sobre resultados. Havia também expectativa por uma votação do conselho e dos acionistas sobre um novo pacote de remuneração do CEO, atrelado a metas ambiciosas — entre elas operar 1 milhão de robotáxis e elevar o valor de mercado da empresa para US$ 8,5 trilhões. Autorizações adicionais e a divulgação de dados de desempenho permanecem como pré-requisitos para qualquer avanço substancial do serviço.

Vai acontecer? Depende: além de tecnologia, o caminho exige aceitação regulatória e informações claras sobre segurança. Sem isso, a promessa fica para mais adiante.

Leia também