Uma ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), botou um freio na investigação da CPMI do INSS. Na noite desta segunda-feira (16), ele suspendeu o acesso dos parlamentares ao conteúdo do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A justificativa oficial para a decisão é a necessidade de proteger a vida privada do banqueiro. Com isso, o material, que estava guardado numa sala-cofre no Senado, foi lacrado até que a Polícia Federal faça uma varredura e separe o que é pessoal do que interessa à investigação.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, não perdeu tempo e já mandou trancar a sala. Segundo aliados, a medida foi tomada para evitar vazamentos e cumprir a ordem judicial com responsabilidade.
A decisão de Mendonça caiu como uma bomba para os deputados e senadores. Eles estavam se preparando para começar uma busca detalhada nos arquivos e conversas do celular a partir desta terça-feira (17), o que agora não vai mais acontecer.
Nos bastidores de Brasília, o que se comenta é o motivo real da suspensão. Informações do site Metrópoles apontam que o celular de Vorcaro conteria vídeos íntimos do banqueiro e fotos de políticos importantes em momentos de descontração, um material explosivo se viesse a público.
Curiosamente, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que chegou a ver parte do material, declarou à imprensa que não encontrou nada relevante para a investigação da comissão. Segundo ele, o volume de informações é grande, mas sem relação com o caso apurado.
Agora, a Polícia Federal terá a missão de fazer um pente-fino no aparelho. Só depois que os dados da vida pessoal do banqueiro forem retirados é que a CPMI poderá, talvez, retomar a análise do que sobrar.







