O celular do banqueiro Daniel Vorcaro, alvo da CPMI do INSS, virou o assunto em Brasília. Parlamentares que acessaram o material apreendido relatam a existência de muitos vídeos íntimos e fotos de políticos em momentos de lazer, mas nada que, por enquanto, se conecte às fraudes investigadas.
As informações que circulam no Congresso indicam que a maioria dos políticos flagrados nas imagens são de partidos do chamado Centrão. Eles teriam uma relação de proximidade com o banqueiro, dono do Banco Master, que está no centro da investigação.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), um dos que analisou o conteúdo, foi claro ao sair da sala. Ele afirmou à imprensa que não viu "absolutamente nada que tenha qualquer relação com o objeto da investigação da CPMI", referindo-se aos supostos desvios no INSS.
Para evitar vazamentos, todo o material extraído do celular pela Polícia Federal está guardado a sete chaves. Os dados ficam em uma "sala-cofre" no Senado, com monitoramento 24 horas por dia, uma medida de segurança máxima determinada pela presidência da comissão.
O acesso ao local é extremamente restrito. Deputados e senadores da comissão precisam passar por um detector de metais e deixar celulares e outros eletrônicos do lado de fora. Apenas papel e caneta são permitidos para fazer anotações sobre o que encontram.
Além de governistas, parlamentares da oposição como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o senador Izalci Lucas (PL-DF) também estiveram na sala para analisar os arquivos. A apuração sobre o conteúdo do celular continua.







