O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (27) para definir que a escolha do novo governador do Rio de Janeiro será feita por meio de eleição indireta e com voto secreto. A decisão ocorre em meio a uma crise política no estado após a saída do ex-governador Cláudio Castro.
Até o momento, seis ministros acompanharam o entendimento de que os deputados estaduais devem escolher o novo chefe do Executivo em votação fechada. Os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli e Edson Fachin votaram a favor desse modelo.
Por outro lado, os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes abriram divergência. Para eles, o estado deveria passar por uma eleição direta, onde a população escolheria o novo governante nas urnas.
Apesar da definição sobre o formato da votação, o tribunal ainda discute o prazo para que os candidatos interessados se afastem de seus cargos atuais. A maioria votou pelo prazo de apenas 24 horas, enquanto o relator Luiz Fux defende que o período seja de seis meses.
A confusão no governo carioca começou quando Cláudio Castro renunciou ao cargo após ter a inelegibilidade decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Atualmente, quem comanda o estado de forma interina é o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto de Castro.
A situação política se agravou após o Tribunal de Justiça anular a eleição da presidência da Assembleia Legislativa. Isso impediu que o deputado Douglas Ruas assumisse a interinidade do governo estadual, mantendo o Judiciário no controle temporário do Palácio Guanabara.







