O deputado estadual Binho Galinha teve um pedido negado pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) após tentar afastar a juíza Márcia Simões Costa do seu caso. A defesa do parlamentar alegava que a magistrada estaria sendo parcial e já teria um veredito pronto antes mesmo do fim do processo.
A confusão começou porque a juíza negou a realização de uma perícia em documentos, afirmando que as provas que já estão no processo são suficientes para ela formar sua decisão. Para os advogados de Binho Galinha, isso seria um "pré-julgamento" da causa.
Ao analisar o pedido de suspeição, a Comarca de Feira de Santana rejeitou os argumentos da defesa. A juíza Márcia Simões rebateu as críticas, classificando a tese dos advogados como "exercício de futurologia" e reforçou que não tem interesse pessoal no resultado do julgamento.
A magistrada explicou que, por lei, o juiz tem o dever de barrar provas que não servem para nada ou que servem apenas para atrasar o andamento do processo. Segundo ela, avaliar se o que já foi apresentado é suficiente não significa que o réu já foi considerado culpado.
Além de manter o comando do caso, a juíza também confirmou que a ação por lavagem de dinheiro contra o grupo continuará. Ela rejeitou pedidos de outros envolvidos, como um tenente-coronel da PM, que tentavam anular relatórios financeiros usados na investigação.
O Ministério Público aponta que o esquema envolvia o uso de compra e venda de imóveis para esconder dinheiro vindo de atividades criminosas, como jogo do bicho e agiotagem. Binho Galinha chegou a prestar depoimento sobre o caso no início deste ano.
Agora, o processo segue seu ritmo normal. As próximas audiências de instrução e julgamento já estão marcadas para os dias 24 e 27 de abril de 2026, a partir das 8h30, onde novas etapas do caso serão discutidas.







