A investigação sobre irregularidades em descontos de aposentados e pensionistas do INSS ganhou novos desdobramentos com a aprovação de 1.027 quebras de sigilo. Ao todo, 649 pessoas físicas e empresas entraram na mira da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) após a análise de milhares de requerimentos.
O volume de medidas supera o número de alvos porque muitos investigados tiveram mais de um tipo de sigilo aberto pelos parlamentares. Entre os dados acessados estão informações bancárias, fiscais, telefônicas e relatórios detalhados de inteligência financeira fornecidos pelo Coaf.
De acordo com o relatório final da comissão, apresentado nesta sexta-feira (27), a maior parte das quebras de sigilo envolve movimentações bancárias e fiscais, atingindo mais de 600 alvos em cada categoria. Apenas 13 pessoas tiveram o sigilo telefônico quebrado até o momento.
Os trabalhos da CPMI chegaram à sua 38ª reunião após uma análise minuciosa de 2.242 pedidos de investigação. O foco principal é entender como funcionavam os descontos aplicados diretamente na folha de pagamento de quem recebe benefícios do instituto nacional.
Nem todos os pedidos dos parlamentares foram adiante durante o processo. O documento oficial registra que nove requerimentos acabaram rejeitados pelo colegiado, enquanto outros 53 foram suspensos por decisões da Justiça.
Agora, os dados coletados servem como base para o fechamento do relatório que apura o esquema contra os segurados. A expectativa é que as informações revelem o caminho do dinheiro retirado indevidamente das contas de milhares de brasileiros.







