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Política

Shows de Calcinha Preta e Netto Brito em Iraquara podem ser cancelados por suspeita de superfaturamento

Ministério Público aponta que valores pagos pela prefeitura para o São João 2026 estão até 52% acima da média de mercado

Redação ChicoSabeTudo
07 de maio, 2026 · 10:21 1 min de leitura

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou a suspensão imediata dos contratos para os shows da banda Calcinha Preta e do cantor Netto Brito nos festejos juninos de Iraquara. A suspeita é de que os valores acordados pela prefeitura estejam muito acima do que é praticado no mercado.

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De acordo com o promotor de Justiça Lucas Peixoto Valente, o cachê da banda Calcinha Preta foi fechado em R$ 646 mil, um valor 31,45% maior do que a média registrada no ano passado. Já no caso de Netto Brito, a diferença é ainda maior: o contrato de R$ 290 mil supera em 52,23% o parâmetro de preço corrigido.

A investigação aponta que os gastos desrespeitam as orientações de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e dos Municípios (TCM). Essas entidades estabelecem critérios de economia e transparência para evitar que o dinheiro público seja usado de forma exagerada em festas.

O MP-BA agora exige que a prefeitura envie toda a documentação das contratações e comprove que as contas da cidade estão em dia. O órgão quer saber, por exemplo, se não há atraso no pagamento de servidores ou se o município está em estado de emergência.

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O prefeito de Iraquara tem um prazo de dez dias úteis para responder se vai acatar a recomendação e cancelar os contratos ou se apresentará justificativas para os valores aplicados. Caso a suspensão não ocorra, o caso pode parar na Justiça.

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