Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

Rui Costa defende venda do Credcesta na Bahia: 'Supermercado falido'

Em Salvador, Rui Costa comenta o caso Banco Master e Credcesta, explicando que a venda do cartão consignado salvou o estado de um prejuízo anual de R$ 200 milhões.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
13 de fevereiro, 2026 · 12:10 2 min de leitura
Foto: Reprodução / Diego Mascarenhas
Foto: Reprodução / Diego Mascarenhas

Em meio à folia do Carnaval de Salvador, na Bahia, na última quinta-feira (12), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, abordou um assunto sério que tem gerado muita conversa: a venda do Credcesta e sua ligação com o Banco Master. Durante uma coletiva de imprensa, o ministro fez questão de frisar que a discussão sobre a venda tem sido alvo de muita desinformação.

Publicidade

"Nós vivemos um mundo da realidade virtual e outro da vida real. Infelizmente, todo o tempo nós temos que conflitar esse momento aqui, pé no chão, vida real que nós temos aqui, com a fantasia, com a mentira que eles reproduzem nas redes", desabafou Rui Costa, falando sobre a dificuldade de separar os fatos das notícias falsas que circulam.

O Credcesta é conhecido por seu cartão de benefício consignado, que hoje é administrado pelos bancos Pleno e Voiter. A mudança aconteceu depois que o Banco Master, que era do empresário Daniel Vorcaro, teve suas atividades liquidadas, ou seja, encerradas por questões financeiras e por ser alvo de uma grande investigação nacional. Essa transição gerou muitas dúvidas e boatos.

Por que a venda foi necessária?

Rui Costa explicou que, durante o período em que foi governador da Bahia, a decisão de vender o que ele chamou de "supermercado que estava falido" foi crucial para as finanças do estado. Ele detalhou o cenário complicado antes da venda:

  • O estado tinha um prejuízo de quase R$ 200 milhões por ano com a operação.
  • Houve várias tentativas de venda, mas apenas na terceira a negociação foi concluída com sucesso.
Publicidade

O ministro reforçou que a venda não foi uma medida para beneficiar poucos, mas para proteger o dinheiro de todos os baianos. "Nós vendemos para que o povo baiano, pobre, excluído, não ficasse pagando", disse ele. Rui Costa fez um paralelo simples para que todos entendessem: "Porque quando o Estado paga, quem paga não sou eu, quem paga é o povo que mora na favela, na baixada. O povo pagava 200 milhões por ano de prejuízo daqueles supermercados".

Essa fala busca esclarecer o contexto e a importância da venda, posicionando-a como uma medida de responsabilidade fiscal que evitou que a população arcasse com os custos de uma instituição deficitária.

Leia também