Em meio à folia do Carnaval de Salvador, na Bahia, na última quinta-feira (12), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, abordou um assunto sério que tem gerado muita conversa: a venda do Credcesta e sua ligação com o Banco Master. Durante uma coletiva de imprensa, o ministro fez questão de frisar que a discussão sobre a venda tem sido alvo de muita desinformação.
Publicidade"Nós vivemos um mundo da realidade virtual e outro da vida real. Infelizmente, todo o tempo nós temos que conflitar esse momento aqui, pé no chão, vida real que nós temos aqui, com a fantasia, com a mentira que eles reproduzem nas redes", desabafou Rui Costa, falando sobre a dificuldade de separar os fatos das notícias falsas que circulam.
O Credcesta é conhecido por seu cartão de benefício consignado, que hoje é administrado pelos bancos Pleno e Voiter. A mudança aconteceu depois que o Banco Master, que era do empresário Daniel Vorcaro, teve suas atividades liquidadas, ou seja, encerradas por questões financeiras e por ser alvo de uma grande investigação nacional. Essa transição gerou muitas dúvidas e boatos.
Por que a venda foi necessária?
Rui Costa explicou que, durante o período em que foi governador da Bahia, a decisão de vender o que ele chamou de "supermercado que estava falido" foi crucial para as finanças do estado. Ele detalhou o cenário complicado antes da venda:
- O estado tinha um prejuízo de quase R$ 200 milhões por ano com a operação.
- Houve várias tentativas de venda, mas apenas na terceira a negociação foi concluída com sucesso.
O ministro reforçou que a venda não foi uma medida para beneficiar poucos, mas para proteger o dinheiro de todos os baianos. "Nós vendemos para que o povo baiano, pobre, excluído, não ficasse pagando", disse ele. Rui Costa fez um paralelo simples para que todos entendessem: "Porque quando o Estado paga, quem paga não sou eu, quem paga é o povo que mora na favela, na baixada. O povo pagava 200 milhões por ano de prejuízo daqueles supermercados".
Essa fala busca esclarecer o contexto e a importância da venda, posicionando-a como uma medida de responsabilidade fiscal que evitou que a população arcasse com os custos de uma instituição deficitária.







