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"Recomendo um Rivotril": Wagner rebate ACM Neto após declaração sobre "humilhar Jerônimo"

Senador classificou o comportamento do ex-prefeito de Salvador como "autoritarismo" e "coronelismo" em resposta publicada nas redes sociais.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
04 de junho, 2026 · 10:45 1 min de leitura
Imagem: Portal ChicoSabeTudo
Imagem: Portal ChicoSabeTudo

O senador Jaques Wagner (PT-BA) não deixou passar. Na quarta-feira (3), ele respondeu com ironia à declaração do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), que afirmou ter visitado Goiás com o objetivo de "humilhar Jerônimo" — referência ao governador baiano Jerônimo Rodrigues (PT). Wagner chegou a recomendar ao adversário o uso do tranquilizante Rivotril.

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"Humilhar e xingar adversários são velhas práticas do autoritarismo e do coronelismo", disparou o senador pelas redes sociais. "Apesar dos cabelos ainda pretos de quem se apresenta como novidade, as atitudes são velhas e as ideias, ultrapassadas."

O comentário sobre os "cabelos pretos" foi uma referência direta à imagem pública de ACM Neto, que costuma se apresentar como uma liderança renovada na política baiana. Wagner não se conteve e encerrou com uma provocação ácida: "Parece nervosismo e desespero. Recomendo um Rivotril!"

O clima esquentou após Neto comparar a segurança pública da Bahia com a de Goiás, estado governado por Ronaldo Caiado (União Brasil). O ex-prefeito visitou unidades prisionais goianas e declarou que o objetivo era mostrar um modelo alternativo ao adotado pelo governo Jerônimo — que, segundo o Atlas da Violência 2026, registra a Bahia pelo décimo ano consecutivo como o estado com mais homicídios do país.

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A reação petista foi em bloco. Antes de Wagner, o ex-governador e ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), classificou a fala de Neto como "arrogância". O secretário estadual Adolpho Loyola também entrou na treta e afirmou que "quem fala em humilhar não quer governar, quer se vingar".

A disputa entre governo e oposição promete esquentar ainda mais à medida que as eleições de 2026 se aproximam.

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