Protestos em mais de 30 países serão realizados durante a Black Friday e a Cyber Monday em uma nova onda de mobilização da campanha Make Amazon Pay (Faça a Amazon Pagar). A ação, que já ocorreu em anos anteriores, visa chamar atenção para práticas trabalhistas, influências políticas e impactos ambientais da gigante do e-commerce.
A campanha é coordenada por uma coalizão composta por trabalhadores, sindicatos e organizações de direitos humanos, que aponta o crescimento da Amazon para além do varejo, abrangendo áreas como logística e computação em nuvem. Essa expansão da empresa é vista como uma ameaça às decisões econômicas e sociais em diferentes regiões, segundo os organizadores dos protestos.
A crítica ao modelo de negócios da Amazon se intensifica.
“Amazon, Jeff Bezos e seus aliados políticos estão apostando em um futuro tecno-autoritário, mas neste Make Amazon Pay Day trabalhadores de todo o mundo estão dizendo: basta”, afirmou Christy Hoffman, secretária-geral da UNI Global Union.As manifestações buscam promover mudanças nas condições de trabalho e na remuneração dos funcionários, que frequentemente relatam condições extremas e metas desumanas.
A mobilização deste ano não se limita aos eventos presenciais; ações digitais também estão programadas para reforçar a mensagem da campanha. Os protestos devem ocorrer em países como Alemanha, Estados Unidos, Dinamarca, Espanha, Brasil, entre outros, visando uma resposta conjunta contra as práticas da Amazon.
Entre as demandas centrais do movimento estão o pedido por remuneração justa, pagamento adequado de impostos e compensação pelos danos ambientais gerados pela atuação da empresa. A expectativa é de que as mobilizações continuem nos próximos meses, especialmente à medida que a automação e a influência política da Amazon aumentam.







