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Política

Aumento de cheias e secas extremas no Rio Grande do Sul até 2100

Estudo revela que até 2100, o Rio Grande do Sul enfrentará cheias e secas extremas, exigindo novos planos de gestão hídrica.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
27 de novembro, 2025 · 15:44 2 min de leitura
(Imagem: TV Brasil e Ricardo Stuckert/PR)
(Imagem: TV Brasil e Ricardo Stuckert/PR)

Um estudo recentemente publicado pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em colaboração com a Agência Nacional de Águas (ANA), projeta um aumento significativo na ocorrência de cheias e secas extremas no Rio Grande do Sul até o ano de 2100. A pesquisa, que se baseia em dados coletados nos últimos 50 anos, revela que a região Sul do Brasil é particularmente vulnerável às alterações no ciclo hidrológico.

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Os pesquisadores alertam que, com as mudanças climáticas, eventos climáticos extremos, como enchentes devido à intensa precipitação, se tornarão parte da rotina no estado. As simulações indicam um aumento de até 4,8% na precipitação média anual, com eventos raros, que atualmente ocorrem a cada 100 anos, podendo ocorrer até cinco vezes mais frequentemente. Além disso, chuvas intensas de curta duração devem crescer 15% para eventos com retorno de até dez anos, e os dados também apontam para um aumento de 60% nas chuvas máximas diárias.

A cheias, por sua vez, sofrerão alterações significativas, com um aumento de 20% nas vazões máximas de rios de grande e médio porte. Exemplificando, cheias nos rios da Serra poderiam ultrapassar níveis atuais em até três metros, afetando diretamente áreas urbanas, como a capital, Porto Alegre.

Por outro lado, a pesquisa também indica uma intensificação da estação seca em algumas áreas do estado, com um déficit hídrico projetado em 42% e uma diminuição de 11% nas vazões mínimas. Esse cenário a dupla pressão de cheias e secas apresentará desafios significativos para a agricultura e o abastecimento urbano, exigindo um planejamento hídrico mais robusto e integrado.

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Diante desses dados alarmantes, especialistas sugerem uma revisão urgente das práticas hidrológicas e do planejamento urbano no Rio Grande do Sul, com a adoção de novos critérios na construção de infraestruturas. O foco passa a ser na criação de sistemas que suportem cenários climáticos mais severos, garantindo a segurança hídrica diante das mudanças climáticas projetadas.

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