A Prefeitura de Paulo Afonso emitiu nota nesta segunda-feira (22) para esclarecer à população sobre a paralisação dos trabalhadores da limpeza pública que afeta o município neste dia. Segundo a administração municipal, a greve não tem origem em conflito local: é parte de um movimento de abrangência nacional.
A mobilização é coordenada pela CONTRACS/CUT e pelo Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza do Estado da Bahia (Sindilimp-BA) e tem como alvo o Senado Federal. Os trabalhadores exigem a votação do Projeto de Lei nº 4.146/2020, apelidado de PL dos Garis e Margaridas. O texto, aprovado pela Câmara dos Deputados, já aguarda votação no Senado e prevê piso salarial nacional de R$ 3.036, adicional de insalubridade de 40%, aposentadoria especial e jornada de 40 horas semanais para a categoria.
Esta é a segunda paralisação nacional da categoria em menos de dois meses. A primeira ocorreu em 15 de maio, mas não resultou em avanços nas negociações com o Senado. Segundo os sindicatos, cerca de 1,1 milhão de trabalhadores de todo o país aderiram ao movimento.
Apesar da greve, a Prefeitura de Paulo Afonso garantiu que os serviços mínimos essenciais serão mantidos em todo o município, conforme determinações legais. As empresas prestadoras do serviço e as entidades representativas assumiram o compromisso de manter a operação básica de limpeza.
A Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos (SEMASP) pediu a colaboração dos moradores: a orientação é que o lixo doméstico seja acondicionado de forma adequada nos próximos dias, para evitar o acúmulo de resíduos nas calçadas.
A gestão municipal informou que acompanha de perto a situação para minimizar os impactos na rotina da cidade.







