Victor Oliveira da Silva, de 25 anos, sobrinho da advogada Cláudia Félix de Oliveira, foi preso nesta sexta-feira (7) em Parauapebas, no Pará. A prisão aconteceu em ação conjunta das Polícias Civis da Bahia e do Pará, que cumpriram um mandado de prisão preventiva contra ele por suspeita de participação em um esquema de fraudes na negociação de veículos. O caso é investigado em conexão com o assassinato da tia, morta a tiros em 25 de julho, dentro de casa, em Itororó, no sul da Bahia.
Segundo a Polícia Civil, Victor era considerado foragido desde março, quando a Operação Eniro apontou seu envolvimento em golpes de compra, locação e revenda irregular de automóveis nas regiões de Itabuna, Itapetinga e Ilhéus. As vítimas do esquema teriam somado prejuízos milionários.
Durante a prisão, os policiais apreenderam celulares e documentos na residência do investigado, no bairro Cidade Jardim, em Parauapebas. Outros três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Itabuna, onde três veículos ligados ao esquema também foram apreendidos.
A Polícia Civil apura se uma dívida atribuída a Victor motivou o assassinato de Cláudia Félix. De acordo com a investigação, um dos credores lesados pelo esquema, um jovem de 20 anos morador de Camaçari, seria o mandante do crime e teria pago R$ 25 mil pela execução. Como não conseguiram localizar o sobrinho, os criminosos teriam decidido matar a advogada.
As investigações mostram que o grupo monitorou a rotina de Cláudia nos dias 20 e 21 de julho antes de invadir sua casa na madrugada de 25 de julho. A advogada chegou a acionar a Polícia Militar por telefone, mas morreu antes da chegada da guarnição.
Na segunda-feira (3), a Polícia Civil já havia deflagrado a Operação Vendetta, que resultou na prisão temporária de um policial militar da ativa e de um monitor de ressocialização terceirizado, apontados como executores do crime. Com os dois, foram apreendidas armas, munições e equipamentos táticos. Outros investigados, entre eles o suposto mandante, continuam foragidos.
Após a morte de Cláudia, a OAB-BA classificou o caso como um "bárbaro homicídio" e cobrou celeridade nas investigações. A cantora Mara Maravilha, prima da advogada, também se manifestou publicamente pedindo justiça pela morte da parente.







