A Polícia Civil da Bahia deflagrou nesta terça-feira, 22, a Operação Quatro Torres. A ação apura um grupo criminoso suspeito de tráfico de drogas e homicídios com atuação em diferentes áreas de Ilhéus, no litoral sul do estado.
A Justiça determinou o bloqueio e a indisponibilidade de ativos financeiros de 31 pessoas físicas e 11 empresas, até o limite global de R$ 300 milhões.
Mais de 200 policiais participaram da mobilização, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em nove cidades baianas: Ilhéus, Itabuna, Feira de Santana, Serrinha, Luís Eduardo Magalhães, Porto Seguro, Salvador, Simões Filho e Vitória da Conquista.
A operação também chegou a outros quatro estados: São Paulo (nas cidades de São Paulo e Guarujá), Alagoas (Maceió), Sergipe (Nossa Senhora do Socorro) e Rio de Janeiro.
O nome da operação faz referência a quatro lideranças identificadas nas investigações, chamadas de "Torres". Segundo a Polícia Civil, cada uma delas exercia influência sobre uma área diferente de Ilhéus e mantinha contato com as demais para decidir ações do grupo, como venda de drogas, compra de armas e execução de homicídios. Parte dessas lideranças já está presa e é alvo de novos mandados.
As investigações também apontam dois policiais militares como suspeitos de integrar a organização criminosa. Segundo a apuração, eles teriam recebido vantagens indevidas para favorecer a atuação do grupo.
Um advogado também é investigado. Segundo a Polícia Civil, ele atuava como ponte entre integrantes da organização e intermediava pagamentos ligados às atividades criminosas.
A ação é coordenada pela Diretoria Regional de Polícia do Interior Sul (Dirpin/Sul) e pela 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior de Ilhéus (Coorpin/Ilhéus), por meio do Núcleo de Inteligência de Ilhéus (NI/Ilhéus), com apoio de outras unidades da Polícia Civil e da Polícia Militar da Bahia.
Não há, até o momento, confirmação de diligências da operação em Paulo Afonso ou em municípios da região do Sertão de Itaparica e do norte do estado.







