O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (8) o pedido para que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) o visitem neste domingo (9), Dia dos Pais. A defesa havia solicitado autorização excepcional para que Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro se encontrassem com o pai durante a tarde.
Segundo a decisão, a liberação contrariaria uma medida anterior que suspendeu, por 30 dias, as visitas ao ex-presidente. A restrição, imposta em 17 de julho, permite apenas atendimentos com advogados, médicos e fisioterapeutas. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, onde está condenado a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista.
Os advogados classificaram o pedido como de caráter "humanitário e familiar", argumentando que a data é "singular no calendário brasileiro" e que a comemoração ajudaria a preservar os vínculos entre pai e filhos, mesmo que por um breve período.
A situação de Flávio é ainda mais restritiva. Desde meados de julho, o senador está proibido de visitar o pai por 90 dias, depois de ter divulgado nas redes sociais uma carta manuscrita atribuída a Bolsonaro, na qual o ex-presidente o define como seu "porta-voz" na disputa eleitoral deste ano. Moraes entendeu que a publicação configurou descumprimento da proibição de manifestações políticas por meio de terceiros.
Eduardo Bolsonaro, outro filho do ex-presidente, não constava do pedido por estar nos Estados Unidos, onde vive autoexilado desde o ano passado.
A defesa já recorreu da suspensão das visitas e aguarda um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o tema, prazo que o próprio Moraes havia fixado em cinco dias na última semana. Aliados de Flávio afirmam que as restrições afetam sua pré-candidatura à Presidência em 2026.







