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PI 6308
Política

Bahia cria grupo para avaliar efeitos da Reforma Tributária

GT interinstitucional vai revisar contratos públicos do Estado diante da mudança no sistema de tributos sobre consumo

Redação ChicoSabeTudo
22 de setembro, 2026 · 13:35 2 min de leitura

O Governo da Bahia formou um Grupo de Trabalho Interinstitucional para acompanhar os efeitos da Reforma Tributária sobre os contratos firmados pelo Estado. A medida está prevista em portaria conjunta publicada no Diário Oficial do Estado no sábado, dia 19.

O grupo reúne representantes de três órgãos: a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a Secretaria da Administração (Saeb) e a Secretaria da Fazenda (Sefaz). A coordenação ficou a cargo do procurador do Estado Leôncio Ogando Dacal.

Pela PGE, também compõe a equipe Thiago Anton Alban. A Saeb é representada por Simone Garcia Barbosa, José Wladimir de Araújo Ferreira, Jurandi Moreira Angelim Júnior e João Adolfo Ferreira Jonas. Já a Sefaz indicou Ilan Nogueira de Oliveira Santana e Josuele de Santana Souza.

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Segundo a PGE, o trabalho tem como finalidade "estabelecer fluxos e parâmetros para a revisão dos contratos públicos diante das alterações tributárias". A ideia é preparar a administração estadual para a transição para o novo modelo de cobrança sobre o consumo de bens e serviços.

O GT está em fase inicial de atuação. A primeira etapa será definir os procedimentos para os pedidos de revisão contratual, tanto os que partirem da própria Administração quanto os solicitados por empresas e demais contratados do Estado. De acordo com a PGE, "a partir dessa etapa, o GT começará a construir os marcos normativos necessários para orientar e dar segurança a esses procedimentos diante das mudanças decorrentes da Reforma Tributária".

A Reforma Tributária do consumo começou com a Emenda Constitucional nº 132, aprovada em dezembro de 2023, e foi regulamentada em parte pela Lei Complementar nº 214/2025 e pela LC nº 227/2026. Pelas novas regras, o ICMS estadual será substituído gradualmente pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). O portal da Sefaz-BA confirma que a extinção do ICMS e do ISS ocorrerá de forma gradual a partir de 2029, com os dois tributos sendo trocados pelo IBS, de competência compartilhada entre Estados e municípios.

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De acordo com a pauta apurada, o período de transição prevê aumento progressivo da participação do IBS entre 2029 e 2032, com redução proporcional do ICMS e do ISS, até a extinção completa dos dois impostos em 2033. Essa cronologia detalhada ano a ano não consta na página oficial da Sefaz consultada, que confirma apenas o início da substituição a partir de 2029.

A mudança deve atingir empresas que hoje recebem incentivos fiscais vinculados ao ICMS. Entidades ligadas ao setor produtivo já relataram preocupação com o fim dessas isenções e o risco de fuga de investimentos do Estado.

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