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Política

Prefeitura de Salvador relança licitação de R$ 22,7 mi para recuperar patrimônio histórico danificado por incêndio

Processo foi revisto por ajustes nas planilhas de custos; propostas serão abertas em 17 de agosto e obras têm prazo de um ano para conclusão.

Redação ChicoSabeTudo
10 de julho, 2026 · 00:07 3 min de leitura
Fachada do Paço Municipal de Salvador, no Centro Histórico, com sinais de danos causados pelo incêndio de fevereiro de 2025
Fachada do Paço Municipal de Salvador, no Centro Histórico, com sinais de danos causados pelo incêndio de fevereiro de 2025

A Prefeitura de Salvador publicou nesta sexta-feira (10) a reabertura do edital de licitação para as obras de reforma, restauração e modernização do Paço Municipal, sede da Câmara de Vereadores localizada na Praça Municipal, no Centro Histórico da capital baiana. O teto previsto para o contrato é de R$ 22,7 milhões, sob coordenação da Superintendência de Obras Públicas (SUCOP).

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O processo havia sido interrompido antes da disputa entre as empresas interessadas. Segundo informações divulgadas pela Bahia Notícias, o adiamento ocorreu após revisões técnicas nas planilhas de custos e materiais do projeto original. Com os valores atualizados, a nova data para abertura das propostas ficou marcada para 17 de agosto de 2026, às 10h. Após a assinatura da ordem de serviço, o prazo para conclusão de todas as intervenções é de 360 dias — cerca de um ano.

O incêndio que desencadeou a necessidade da grande intervenção aconteceu na tarde do dia 24 de fevereiro de 2025. As chamas, provocadas por um aparelho de ar-condicionado, atingiram o telhado do lado direito do prédio, onde ficam o Salão Nobre, as Salas das Comissões, a Chefia de Gabinete e o Memorial da Câmara. Reconhecido como um dos mais importantes exemplares da arquitetura civil colonial brasileira, o Paço foi oficialmente interditado e as atividades legislativas foram transferidas provisoriamente para o Centro de Cultura da Câmara.

O edifício atual foi erguido entre 1660 e 1696 e passou por alterações ao longo dos séculos XVIII e XX. A Câmara Municipal de Salvador foi implantada junto com a cidade, em 1549, e tornou-se uma das mais importantes câmaras do Império Colonial Português nas Américas. O tombamento impõe exigências específicas para qualquer intervenção no imóvel. O projeto passou pelo crivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que já deu aval positivo para a execução das intervenções, enquanto o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) também analisa a proposta.

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O escopo das obras inclui a retirada das estruturas de madeira queimadas e a instalação de um telhado novo com telhas cerâmicas do tipo colonial. Está prevista ainda a construção de um mezanino para abrigar os estúdios da TV Câmara e da Rádio Câmara no desvão do telhado, além da conservação e restauro das obras de arte históricas do edifício e a recuperação do sino do Paço — tudo conforme o edital publicado pela SUCOP.

A disputa pelo contrato ocorre por meio de concorrência eletrônica (nº 90010/2026), no modelo de leilão virtual invertido: vence a empresa habilitada que oferecer o maior desconto sobre o teto de R$ 22,7 milhões. O regime adotado é o de empreitada por preço unitário, com pagamentos feitos de forma gradual conforme a medição de cada etapa concluída.

O edital admite a formação de consórcios entre empresas de engenharia para somar capacidade técnica, e prevê tratamento favorecido a microempresas e empresas de pequeno porte, conforme a legislação federal. Interessados podem acessar o edital completo com as novas planilhas orçamentárias no portal da SUCOP ou no Portal de Compras do Governo Federal, pelo código UASG nº 929949.

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Em paralelo às obras de restauração, o presidente da Câmara, vereador Carlos Muniz, já havia apresentado projetos que incluem a implantação de um novo Plenário no antigo Cine Excelsior, na Praça da Sé, e a transferência provisória das atividades legislativas para o antigo prédio do TRT, no Comércio, durante o período das obras.

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