A Polícia Civil de Alagoas concluiu que as mortes de Pedro Nepomuceno dos Santos Neto, de 32 anos, e do filho dele, Pedro Nepomuceno dos Santos Teixeira, de 15 anos, ocorreram de forma acidental. Os dois foram encontrados sem vida no Rio São Francisco, próximo ao Distrito Barragem Leste, na zona rural de Delmiro Gouveia, no Alto Sertão de Alagoas, região que faz divisa com Paulo Afonso.
Pai e filho desapareceram no dia 28 de junho, depois de saírem de casa sozinhos, de motocicleta, por volta das 10h. Os corpos foram localizados no dia seguinte por equipes do Corpo de Bombeiros, às margens do rio.
A investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) se baseou principalmente em depoimentos de duas testemunhas. Uma delas contou que viu os dois chegarem sozinhos, tranquilos, retirarem as camisas e deixarem os pertences organizados ao lado da moto antes de entrar no rio. A segunda testemunha, que pescava no local, confirmou ter presenciado o momento em que pai e filho entraram na água. Quando os corpos foram encontrados, os objetos deixados na margem continuavam no mesmo lugar. Familiares também foram ouvidos, mas não trouxeram informações que mudassem a linha de investigação.
Segundo o delegado Andrey Araújo, titular da Unidade de Homicídios da 1ª Região, os laudos periciais do Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca tiveram dificuldade em apontar a causa exata das mortes, por causa do avançado estado de decomposição dos corpos e de lesões provocadas por animais aquáticos. Ainda assim, os exames indicaram que o adolescente morreu por afogamento, enquanto a causa da morte do pai permaneceu indeterminada.
Diante da convergência dos depoimentos, da ausência de sinais de violência e da falta de indícios de participação de terceiros, a Polícia Civil encerrou o inquérito e classificou as duas mortes como acidentais.







