Um menino de 3 anos morreu na madrugada desta quinta-feira (9/7), em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS), dias depois de ser espancado pelo próprio pai. A criança estava internada em estado gravíssimo desde domingo (5/7) e não resistiu aos ferimentos.
O pai, um missionário norte-americano de 33 anos, confessou as agressões à polícia e está preso desde o dia do crime. Segundo a Polícia Civil, ele relatou ter batido no filho porque o menino não lhe deu "bom dia" naquela manhã.
De acordo com a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, responsável pelo caso na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), o pai contou ter desferido socos no peito e no abdômen da criança e batido a cabeça dela contra o chão.
O menino chegou a ser levado ao Hospital de Viamão e depois foi transferido para a UTI pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS), em Porto Alegre, por causa da gravidade das lesões. A mãe estava em outro cômodo da casa no momento das agressões e não presenciou o ataque.
Preso em flagrante, o missionário teve a prisão convertida em preventiva na última segunda-feira (6/7), durante audiência de custódia.
A Polícia Civil apura se outros filhos do casal, de 5, 7 e 9 anos, também sofreram agressões semelhantes, com base em registros encontrados em outros estados. A situação de um bebê de 1 ano ainda está sendo investigada. Por determinação do Conselho Tutelar, as cinco crianças foram encaminhadas para acolhimento institucional.
O prefeito de Viamão, Rafael Bortoletti, reconheceu falhas na rede de proteção à família. Segundo ele, uma unidade de saúde do município já havia identificado hematomas no menino em novembro de 2025 e encaminhado o caso à rede de assistência social.
A investigação também apura possíveis episódios de violência doméstica contra a mãe das crianças, que solicitou medida protetiva. As autoridades não divulgaram as identidades da criança nem do pai.







