A Polícia Nacional do Peru (PNP) apresentou, nesta atualização, novos detalhes sobre a investigação da morte da jornalista e candidata a governo regional Susy Aponte, de 44 anos. Ela foi morta a tiros no último sábado (19), durante uma atividade de campanha no mercado central de Caraz, na região de Áncash, por volta das 12h30.
Segundo o comandante-geral da corporação, Fredy López, as evidências reunidas até agora apontam Luis Iván Obispo Díaz como suposto autor material do crime. Ele foi detido na tarde de sábado, ainda em Caraz, após ser perseguido por um integrante da segurança pessoal da vítima e, em seguida, por uma policial em motocicleta. O suspeito foi capturado com dois ferimentos de bala e uma lesão na mandíbula.
De acordo com a polícia, imagens de câmeras de segurança mostrariam o suspeito fugindo do local do ataque armado e embarcando em uma mototáxi. A perícia relacionou a arma apreendida com ele a oito evidências encontradas na cena do crime e a outros cinco delitos registrados desde 2025, incluindo dois homicídios.
Um segundo suspeito, identificado como Ronald José Toro Ardila, foi preso na madrugada de 20 de setembro, no distrito de Surco, em Lima. Segundo a PNP, ele é apontado como possível financiador do crime — teria pago, por aplicativo, o celular usado pelo suposto executor em Caraz. As investigações indicam que esse suspeito teria chegado à região de Áncash uma semana antes do ataque e ficado hospedado perto do mercado onde o crime aconteceu.
O Poder Judiciário peruano ampliou por 15 dias a prisão dos dois investigados. Segundo López, ainda faltam identificar outras pessoas envolvidas na cadeia do crime. Ele afirmou que a corporação já tem o suposto financiador, mas ainda busca chegar ao intermediário e a quem teria ordenado a morte da jornalista.
A PNP também informou que mantinha acompanhamento policial e patrulhamento preventivo para Susy Aponte até a noite de 18 de setembro, um dia antes do ataque, por meio da divisão policial de Chimbote.
Susy Aponte mantinha um portal de notícias onde publicava denúncias sobre supostas irregularidades e casos de corrupção policial. Dias antes de ser morta, ela relatou nas redes sociais o recebimento de ameaças que, segundo ela, teriam partido do sistema penitenciário. O Conselho da Imprensa Peruana cobrou apuração rigorosa sobre a motivação do crime.
As eleições regionais do Peru estão marcadas para 4 de outubro. Conforme dados policiais, o país registrou o assassinato de quatro jornalistas ao longo de 2025.







