O senador Otto Alencar, principal líder do Partido Social Democrático (PSD) na Bahia, deixou bem claro: o seu partido vai apoiar a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) em 2026. E o mais interessante é que essa decisão se mantém firme, mesmo que o também senador Angelo Coronel (PSD) não seja escolhido para fazer parte da chapa que concorre ao governo.
A declaração foi feita nesta quinta-feira (8), durante uma entrevista ao programa Política Ao Vivo, e trouxe bastante luz sobre os rumos da aliança governista no estado. Otto Alencar foi direto ao ponto, acabando com qualquer boato sobre negociações alternativas.
O Nome De Angelo Coronel E A Lealdade Do PSD
Segundo Otto, o PSD tem apenas um nome para indicar na chapa majoritária: o de Angelo Coronel. Ele enfatizou que a posição do partido é clara e não haverá plano B nesse sentido.
“O PSD só indicará um nome para a chapa, que é o de Angelo Coronel. Se, por acaso, ele não for escolhido, o partido permanece na aliança, mas não indica ninguém, para não parecer que houve troca ou compensação política”, avisou o senador Otto Alencar.
Essa postura mostra a intenção do PSD de evitar qualquer leitura de que a presença na chapa seja uma barganha política, reforçando a lealdade à base governista. Mesmo que o desejo de ter Coronel na chapa não se concretize, o apoio a Jerônimo Rodrigues continua de pé.
Otto Alencar também comentou a fala de Angelo Coronel, que declarou não ter nascido para ser vice-governador. O líder do PSD disse que respeita totalmente a opinião do seu colega de partido.
“Eu até disse que nasci para ser vice-governador, mas respeito a opinião dele. É meu compadre, meu amigo”, declarou, diminuindo a importância de qualquer possível desentendimento no grupo político.
Essa troca de ideias entre os senadores, que são próximos, apenas reforça a dinâmica interna do partido, que consegue lidar com as diferentes ambições de seus membros sem que isso afete a aliança maior.
Nada De Oposição Para O PSD
Durante a mesma entrevista, Otto Alencar fez questão de afastar de vez qualquer possibilidade de o PSD se juntar à oposição na Bahia. Ele foi bastante enfático ao explicar o porquê dessa decisão.
“Eu não tenho discurso para subir em palanque de quem defenda a causa do ex-presidente”, afirmou, deixando claro que há uma incompatibilidade ideológica profunda que impede qualquer aproximação com o grupo político ligado ao governo anterior.
Essa declaração é crucial para o cenário político da Bahia, pois consolida a posição do PSD como um parceiro inegociável da atual gestão petista. Com isso, as especulações sobre uma possível debandada do partido para o lado da oposição são totalmente descartadas.
A confirmação de Otto Alencar não apenas reafirma o compromisso do PSD com a reeleição de Jerônimo Rodrigues, mas também sublinha a solidez da aliança que sustenta o governo na Bahia, mostrando que, mesmo com as naturais discussões sobre composição de chapa, o foco principal é a continuidade do projeto político atual.







