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Política

Moraes vira alvo de impeachment após mensagens com Vorcaro vazarem

Relatório da PF divulgado por Mendonça mostra banqueiro preso pedindo ajuda ao ministro do STF

Redação ChicoSabeTudo
02 de setembro, 2026 · 10:50 2 min de leitura
Moraes vira alvo de impeachment após mensagens com Vorcaro vazarem

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta terça-feira (1º) o sigilo de um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes. A decisão, tomada pelo relator do caso Master, expôs uma crise institucional na Corte e provocou uma onda de pedidos de impeachment contra Moraes no Congresso.

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Segundo a PF, os diálogos foram trocados nos dias que antecederam a primeira prisão de Vorcaro, em 17 de novembro de 2025, quando ele tentava embarcar em um jato particular rumo a Malta. Dois dias antes, o banqueiro perguntou a Moraes: "Acha que segunda já tenho que estar fora?". Em outras mensagens, Vorcaro pediu que o ministro intercedesse junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e afirmou ter uma "dívida de vida" com Moraes.

As mensagens eram enviadas por captura de tela de um bloco de notas, em formato de visualização única. Por isso, o conteúdo das respostas de Moraes não foi recuperado, embora a perícia tenha identificado, por metadados, que o ministro enviou pelo menos quatro mensagens a Vorcaro no dia da prisão. A própria PF ressalva que não concluiu que Moraes tenha cometido crime ou atendido a pedidos do banqueiro, e o ministro não foi formalmente incluído como investigado.

Ainda assim, a divulgação acirrou o clima no STF. Segundo apuração da colunista Andreza Matais, do Metrópoles, uma conversa reservada entre Moraes e Mendonça sobre o caso terminou em bate-boca e quase resultou em agressão física. O procurador-geral, Paulo Gonet, por sua vez, pediu ao STF a nulidade do relatório, alegando que Mendonça agiu sem autorização do plenário da Corte para investigar um colega de tribunal.

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No Congresso, o senador Carlos Viana (PSD-MG) protocolou o 54º pedido de impeachment contra Moraes, sob acusação de "advocacia administrativa". O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) anunciou que também pedirá a prisão preventiva do ministro, e outros nove senadores defenderam seu afastamento em discursos no plenário. Os documentos citam ainda um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

Cabe agora ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, decidir se convoca uma sessão pública do plenário para analisar o material. Até o momento, a defesa de Moraes não se manifestou publicamente sobre o caso.

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