Dez pessoas foram presas nesta terça-feira (1º) em Juazeiro, no norte da Bahia, durante a 5ª e a 6ª fases da Operação Premium Mandatum. A ação foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e mira uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas, em homicídios e na lavagem de dinheiro na região.
A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais Norte (Gaeco Norte), em conjunto com a 3ª Promotoria de Justiça de Senhor do Bonfim e as 6ª e 7ª Promotorias de Justiça de Juazeiro. Foram cumpridos oito mandados de prisão e 18 mandados de busca e apreensão, todos em Juazeiro. Outras duas pessoas foram presas em flagrante.
Parte das prisões ocorreu dentro do Conjunto Penal de Juazeiro (CPJ). Segundo o MPBA, integrantes do grupo continuavam comandando ações criminosas mesmo presos, com ajuda de comparsas em liberdade. Três detentos foram incluídos no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) e transferidos para uma unidade prisional de segurança máxima.
As novas fases da operação também identificaram possíveis novos integrantes do esquema, com ramificações em Senhor do Bonfim. Entre os investigados está um advogado suspeito de participação no grupo, de acordo com o Ministério Público.
As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Criminal de Senhor do Bonfim e pela 2ª Vara Criminal de Juazeiro. A Justiça também autorizou a quebra do sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos apreendidos, medida que deve permitir aos investigadores mapear contatos, comunicações e movimentações financeiras ligadas aos suspeitos.
A ação contou com apoio da Polícia Militar da Bahia, por meio do Comando de Policiamento da Região Norte (CPRN) — que reúne a Rondesp Norte e as 73ª, 74ª, 75ª e 76ª Companhias Independentes de Polícia Militar —, além da CIPE-Caatinga e da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
A Operação Premium Mandatum já teve outras fases neste ano. Em abril, a quarta etapa resultou na prisão de seis pessoas em Juazeiro e em Petrolina (PE). Ao longo das fases anteriores, o MPBA já ofereceu denúncia contra 48 pessoas e obteve o bloqueio judicial de R$ 44 milhões ligados ao grupo investigado. As investigações seguem sob segredo de Justiça







