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Política

Manuel Suzart Questiona ‘Licença’ E Crise No Sinpojud

Presidente licenciado Manuel Suzart se manifesta sobre a crise no Sinpojud, questionando acusações de irregularidades financeiras e a falta de provas claras na disputa interna.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
18 de dezembro, 2025 · 11:17 3 min de leitura
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Em meio a uma verdadeira tempestade que tomou conta do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinpojud), na Bahia, o presidente licenciado Manuel Suzart se manifestou na última quarta-feira (17). Ele veio a público para questionar a falta de transparência nas acusações de irregularidades financeiras e levantar sérias dúvidas sobre a legitimidade de seu suposto afastamento do cargo.

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Para Suzart, a situação atual não é apenas uma briga interna. Ele descreve a crise como uma “fratura profunda” na entidade, onde acusações graves de desvio de dinheiro e movimentos questionáveis pela direção expõem a fragilidade e a credibilidade da representação sindical.

A Luta Pela Verdade: Onde Estão As Provas?

Um dos pontos mais criticados por Manuel Suzart é a ausência de provas concretas. Apesar das sérias alegações públicas de irregularidades financeiras, ele aponta que nenhuma das partes envolvidas na disputa apresentou documentos que comprovem suas versões dos fatos para os servidores. “O que se vê é uma guerra comunicacional onde cada lado tenta emplacar sua versão como a verdade absoluta”, afirmou Suzart.

“A acusação central, de desvio de recursos, ainda paira no ar sem a apresentação plena e irrefutável das provas por qualquer das partes à categoria. A nota da presidência fala em documentos e auditoria, mas estes não foram divulgados. O outro lado alega ilegalidade nas assembleias, mas também carece de transparência total no processo. O servidor, no fim, fica no meio de um cabo de guerra sem ter acesso aos autos da briga.”

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O presidente licenciado também questiona o momento das revelações. Ele se pergunta por que os supostos “rombos financeiros relevantes”, mencionados em uma nota contestada, só vieram à tona agora, justo no meio de uma acirrada disputa pelo controle do sindicato. Para ele, a transparência só é válida quando não é usada como uma arma em conflitos de poder, pois, assim, ela “perde sua essência e vira instrumento de guerra”.

Afastamento Contestado E Ataques Pessoais

Suzart esclareceu que a notícia sobre seu afastamento, divulgada no site da entidade, não corresponde à verdade dos fatos. Ele considera o conteúdo “inverídico, leviano e absolutamente desprovido de lastro documental”, alegando que foi produzido pelo próprio Diretor de Comunicação do sindicato, usando os canais institucionais para atacar a honra dele, do Diretor de Assuntos Jurídicos e dos membros do Conselho Fiscal.

Segundo o presidente licenciado, a assembleia que teria deliberado seu afastamento, realizada no dia 13 de dezembro, foi conduzida por um único diretor e não houve qualquer documento formal que justificasse ou fundamentasse essa decisão. “O que se tem, portanto, são narrativas construídas sem prova, sem procedimento regular e em completo desrespeito ao devido processo legal, o que revela a fragilidade e a impropriedade das acusações propagadas”, destacou.

Manuel Suzart acredita que os ataques pessoais e institucionais contra ele, o Diretor de Assuntos Jurídicos (Anderson Nery) e o Conselho Fiscal do Sinpojud surgiram imediatamente após eles levarem ao conhecimento da categoria informações objetivas sobre irregularidades identificadas na pasta de finanças e convênios da entidade. Para ele, essa é uma tentativa clara de desviar a atenção da questão principal: o dinheiro dos servidores e sua correta apuração.

Apesar das ameaças, Suzart reafirmou que todas as informações sobre os desvios financeiros estão amparadas em documentos. Ele garante que sua presidência, junto com a Diretoria de Assuntos Jurídicos e o Conselho Fiscal, segue firme na defesa da verdade e da institucionalidade, adotando todas as medidas cabíveis para proteger a entidade e garantir que os fatos sejam devidamente esclarecidos.

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