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Política

Lula desafia Trump e promete "guerra da verdade" após tarifaço dos EUA

Presidente afirma que só vai comentar a tarifa de 25% após declaração pública de Trump.

Redação ChicoSabeTudo
18 de julho, 2026 · 10:00 2 min de leitura
Lula desafia Trump e promete "guerra da verdade" após tarifaço dos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (17) que pretende travar uma "guerra da verdade" com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em resposta ao novo tarifaço imposto pelo governo americano a produtos brasileiros. A fala aconteceu durante visita ao Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro.

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"Eu já falei três vezes para o presidente Trump que o Brasil não tem nenhum interesse de fazer guerra, nós aqui somos da paz. Agora, a guerra que eu quero fazer com ele é a guerra da narrativa, é a guerra da verdade. Eu quero provar ao mundo quem está falando a verdade nessa guerra tarifária entre Brasil e Estados Unidos", disse Lula. Na sequência, completou que Trump "vai ter que aprender a fazer guerra com outra arma, a arma da palavra".

O presidente também disse que só vai se manifestar oficialmente sobre a tarifa depois que Trump se pronunciar em público. "Quando o Trump falar, eu falarei. Contra o Brasil, ninguém ganha mentindo", afirmou, reforçando que quem havia comentado o assunto até aqui era o "segundo escalão" do governo americano.

A tarifa de 25% foi confirmada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) na última quarta-feira (15) e passa a valer no dia 22 de julho. A medida é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da lei de comércio americana, que aponta como "desleais" práticas brasileiras ligadas a comércio digital, ao sistema Pix, a tarifas preferenciais e à proteção de propriedade intelectual. Carne bovina, café, pescado, terras-raras e laranja ficaram fora da lista de produtos taxados.

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Apesar do discurso mais duro, o governo brasileiro decidiu não acionar de imediato a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso, e prefere aguardar "um momento adequado" para uma eventual resposta. Aliados do presidente avaliam que uma reação imediata poderia levar Trump a ampliar as sanções contra o Brasil. O chanceler Mauro Vieira já havia dito que o governo busca uma saída pelo diálogo, sem descartar contestar a medida em instâncias internacionais de comércio.

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