O leilão do terreno onde funcionava o antigo Centro de Convenções da Bahia, em Salvador, está no centro de uma grande polêmica. Marcado para a próxima quinta-feira (26), o certame é questionado por associações de moradores e especialistas que temem pela destruição de uma Área de Preservação Permanente (APP) dentro da propriedade.
O imóvel, que fica entre os bairros Jardim Armação, Stiep e Costa Azul, tem 287 mil m² e valor inicial de R$ 141,3 milhões. O problema é que um terço de toda essa área é protegida por lei e abriga dunas e ecossistemas sensíveis. Moradores afirmam que o edital não exige planos detalhados para recuperar a vegetação que já está degradada.
As entidades criticam o Governo do Estado pela falta de exigências rígidas, como o licenciamento ambiental prévio e o gerenciamento de resíduos. Para os vizinhos do local, a área é fundamental para evitar a erosão da costa e proteger o solo contra a salinização, o que exigiria um cuidado muito maior do que o previsto no leilão.
Além da questão ambiental, a escolha de quem vai comandar o martelo também gerou confusão. O primeiro leiloeiro sorteado foi substituído após perder o prazo de assinatura do contrato. Um grupo de profissionais tentou barrar o processo na justiça, mas a Secretaria da Administração (Saeb) manteve a troca, alegando que seguiu as regras do edital.
Em sua defesa, a Saeb garante que o futuro dono do terreno não poderá tocar na área de preservação. Segundo o órgão, o comprador terá que seguir todas as leis ambientais federais e estaduais, ficando sob a fiscalização do Inema e da prefeitura de Salvador para qualquer intervenção no local.







