Uma explosão em uma das maiores refinarias de petróleo do mundo, a unidade da Valero em Port Arthur, no Texas, causou pânico e levantou uma imensa coluna de fumaça nesta segunda-feira (23). O incidente forçou as autoridades americanas a ordenarem que os moradores vizinhos se trancassem em casa para evitar riscos.
Apesar do susto e da magnitude da fumaça, as informações oficiais confirmam que não houve feridos entre os cerca de 770 funcionários da planta. A refinaria fica a 145 quilômetros de Houston e é um ponto estratégico para a produção de gasolina, diesel e querosene de aviação.
O problema é que o acidente acontece no pior momento possível para o bolso do consumidor. O mercado global de petróleo já está pressionado pelas guerras no Oriente Médio, envolvendo países como Israel e Irã, o que tem feito o preço do barril disparar nos últimos dias.
A unidade atingida tem capacidade para processar 435 mil barris de petróleo por dia. Com a produção interrompida ou afetada, a oferta de combustíveis diminui, o que gera um efeito cascata que pode chegar até as bombas de combustíveis e passagens aéreas em outros países.
O setor de aviação é um dos mais preocupados. A United Airlines, por exemplo, já alertou que os custos com querosene de aviação dobraram em apenas três semanas. A empresa estima um gasto extra bilionário, o que representa a maior crise no setor desde o período da pandemia.
Especialistas indicam que, se o cenário de instabilidade continuar, os reflexos nos preços devem ser sentidos até 2027. Por enquanto, o mercado observa de perto a extensão dos danos na refinaria para entender o tamanho do impacto no abastecimento global.







