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Jerônimo Rodrigues criticado por falta de proatividade na Bahia

A gestão de Jerônimo Rodrigues na Bahia enfrenta críticas pela inação nas relações com aliados e possíveis desdobramentos eleitorais futuros.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
17 de novembro, 2025 · 07:39 1 min de leitura
Foto: Feijão Almeida/GOVBA
Foto: Feijão Almeida/GOVBA

O governo de Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia enfrenta críticas por sua postura reativa em relação à base aliada, o que gera fragilidade política e excesso de ruídos nas relações. Enquanto a máquina pública permanece à disposição do governador, sua gestão é vista como um reflexo de inação diante das demandas e preocupações de aliados e opositores.

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Nos últimos dias, situações como a manifestação do ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) nas redes sociais, onde expressou uma preocupação sobre a ascensão de ACM Neto (União) no interior da Bahia, destacaram a hesitação do governo em assumir uma posição proativa. A resposta do secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, que se encontrou com Geddel e outros líderes do MDB, simbolizou um esforço para apagar os incêndios antes que eles se espalhassem.

Além disso, a recente saída do deputado federal licenciado Sérgio Brito (PSD) da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur) sem qualquer manifestação do governo sugere um clima de insatisfação. A decisão de Brito de retornar à Câmara sem pressa de expressar gratidão ao governo ilustra a falta de alinhamento e a construção de fortes descontentamentos dentro da base aliada.

As frequentes viagens do governador, voltadas a municípios administrados por adversários, também geraram um burburinho em torno da eficácia da gestão. Denunciadoras de uma percepção de desconexão com os aliados de maneira prioritária, essas ações têm alimentado rumores de que ser um aliado de Jerônimo pode ser menos vantajoso em comparação a uma aproximação posterior com a gestão para as eleições de 2026.

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Três anos após assumir o governo, as expectativas de uma administração mais ativa não se concretizaram, levando a um cenário onde os adversários do governo parecem se beneficiar da postura reativa. O abandono de uma estratégia vencedora pode culminar em sérias consequências nas futuras disputas políticas.

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