Jerônimo Rodrigues Confirma Mudanças no Secretariado para Eleições de 2026
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, confirmou nesta terça-feira (6) que uma série de secretários de seu governo deixarão seus cargos em janeiro de 2026. A medida, segundo ele, é para que esses nomes possam disputar as próximas eleições, buscando vagas tanto no Congresso Nacional quanto na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A declaração aconteceu durante a posse da nova Mesa Diretora do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), onde o governador também fez questão de rebater críticas sobre sua posição em relação a um incidente internacional envolvendo o presidente venezuelano.
“Vou fazer uma reforma. Vou chamar uma reunião para poder fazer um balanço. [As saídas acontecem] em janeiro”, explicou o governador, detalhando o cronograma para as mudanças em sua equipe.
Entre os secretários que já indicaram o desejo de concorrer estão figuras conhecidas da política baiana. Para a Câmara dos Deputados, em Brasília, nomes como Afonso Florence (PT), da Casa Civil, e Sérgio Brito (PSD), da Infraestrutura, planejam buscar a reeleição. Já para as cadeiras da Assembleia Legislativa da Bahia, destacam-se os deputados atualmente licenciados: Osni Cardoso, que comanda a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e Neusa Cadore, à frente da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).
Além deles, outras duas secretárias sem mandato parlamentar também devem entrar na disputa por uma vaga na AL-BA: Fábya Reis, da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), e Rowenna Brito, da Educação. A saída desses quadros importantes é um movimento comum em anos pré-eleitorais, onde gestores se preparam para dar novos rumos às suas carreiras políticas, buscando legitimidade nas urnas.
Governador Rebate Críticas Sobre Posição em Caso Internacional
Na mesma ocasião da posse do TCE-BA, Jerônimo Rodrigues aproveitou para se defender de questionamentos relacionados à sua manifestação sobre a operação dos Estados Unidos que, conforme o governador, resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em Caracas. Jerônimo enfatizou que é um dever de qualquer gestor público se posicionar diante do que ele considerou um “erro grave de condução internacional”.
“Qualquer gestor, qualquer ser humano, não concorda quando as coisas são feitas de forma equivocada. Tem gente querendo colar em Lula, em mim, no nosso time, a defesa do Maduro. Nós não defendemos a posição de Maduro. O que repudiamos é a forma como um país invade o outro e sequestra um chefe de Estado. Isso fere a soberania nacional”, afirmou Jerônimo, deixando clara a distinção entre a crítica à forma da operação e a defesa do líder venezuelano.
O governador baiano alertou para os possíveis impactos que a crise na Venezuela pode gerar para o Brasil, mencionando riscos geopolíticos e estratégicos, especialmente nas regiões de fronteira, como o Norte do país. “É uma situação que acontece na nossa fronteira. A Venezuela está ligada à Roraima, à Amazônia, às nossas terras raras. Não posso me furtar de comentar um equívoco dessa magnitude”, concluiu Jerônimo, ressaltando a importância de acompanhar e se posicionar sobre temas de relevância internacional que podem afetar diretamente o Brasil.







