O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que o sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não precisa ser filiado ao PT, desde que pertença a um campo político capaz de dar continuidade ao trabalho do governo. Segundo o jornal A TARDE, a declaração foi dada em entrevista ao O Globo publicada na quarta-feira (4).
Jerônimo citou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como exemplo de liderança de outro partido, mas ponderou que ainda é cedo para discutir candidaturas. “O sucessor não precisa ser necessariamente do PT. Tem que ser de um campo que conduza o que fizemos até aqui, para que o Brasil continue em boas mãos”, afirmou, conforme reproduziu A TARDE.
O governador também defendeu que uma liderança saiba ouvir diferentes setores da sociedade, incluindo o mercado financeiro, sem deixar de lado as demandas populares. Para ele, Lula precisa de tempo para escolher o ministro da Fazenda.
Na mesma entrevista, Jerônimo cobrou maior participação do Nordeste nas decisões nacionais do PT e na composição do governo federal. Segundo ele, a região não deve ser vista apenas como fonte de votos, mas também participar da formulação de políticas nacionais.
O petista questionou a concentração de decisões partidárias em São Paulo e defendeu uma representação mais ampla das regiões nas instâncias nacionais. Ao falar sobre uma possível tensão entre grupos do Nordeste e do Sudeste, disse esperar que não haja conflito e reconheceu a influência histórica dos paulistas no partido.
Em entrevista separada ao Metrópoles, concedida na terça-feira (3), Jerônimo defendeu a presença de nordestinos no próximo governo e citou nomes como Rui Costa, Camilo Santana e Rafael Fonteles. Ele ressaltou, porém, que a escolha da equipe cabe a Lula e evitou reivindicar cargos específicos.







