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Polícia

PF investiga suspeita de fraude na compra de livros, com desvio de quase R$ 6 milhões em Serrinha

Operação Caro Leitor cumpre mandados na Bahia e no Ceará em apuração sobre recursos da educação.

Redação ChicoSabeTudo
04 de novembro, 2026 · 10:08 1 min de leitura
Reprodução: PF
Reprodução: PF

A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4 de novembro), a Operação Caro Leitor, que investiga suspeitas de fraude em licitação, superfaturamento e desvio de recursos públicos destinados à educação no município de Serrinha, no interior da Bahia.

A investigação envolve um contrato de aproximadamente R$ 5,95 milhões para a aquisição de livros didáticos destinados aos estudantes da rede municipal de ensino. Os recursos utilizados nos pagamentos são provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

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Ao todo, são cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, sendo quatro na Bahia, nas cidades de Serrinha e Salvador, e nove no Ceará, nos municípios de Fortaleza e Eusébio. Entre os endereços investigados estão imóveis particulares, empresas e a sede da Prefeitura de Serrinha.

De acordo com as investigações, foram identificados indícios de irregularidades no Pregão Eletrônico nº 012/2024. A análise apontou suspeitas de direcionamento da licitação, possíveis vínculos entre empresas participantes e movimentações financeiras consideradas suspeitas.

Um dos principais pontos investigados é o possível superfaturamento na aquisição dos materiais didáticos. Conforme os órgãos de controle, alguns livros teriam sido contratados por preços significativamente superiores aos valores anunciados pela própria editora responsável pelas publicações.

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Durante a operação, agentes federais buscam apreender documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para esclarecer as circunstâncias das contratações e a destinação dos recursos públicos.

Os envolvidos são investigados por possíveis crimes de fraude à licitação, desvio de verbas públicas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam. Até o momento, as irregularidades apontadas são suspeitas em apuração, sem conclusão definitiva sobre a responsabilidade dos investigados.

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